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Justiça bloqueia os bens de Carlão de Oliveira

Foram bloqueadas também três fazendas e cerca de três mil cabeças de gado que estariam em nome de terceiros, mas pertencem ao presidente da assembléia, segundo a investigação.

Da Redação

26 de Agosto de 2007 às 11:52

Foto: Divulgação

*Por determinação da Justiça de Rondônia, foram bloqueados os bens do presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado Carlão de Oliveira (sem partido). Além dele, a liminar assinada pelo desembargador Rowilson Teixeira tornou indisponíveis os bens parentes do deputado e de uma empresa que prestava serviços à Assembléia. *De acordo com a assessoria de imprensa da Assembléia, até a meia noite de ontem (25), Carlão não havia sido notificado oficialmente da decisão, e que só se pronunciará após a comunicação oficial da Justiça. *O bloqueio foi resultado de uma ação cautelar de indisponibilidade de bens. Moisés de Oliveira, irmão de Carlão, Marlon Lustosa Jungles, cunhado do deputado, Haroldo Augusto, filho do deputado Haroldo Santos, e os donos da empresa Áudio e Vídeo Sistem, Alexandre Badra e Ludnéia Lima também tiveram os bens bloqueados. *Foram bloqueadas também três fazendas e cerca de três mil cabeças de gado que estariam em nome de terceiros, mas pertencem ao presidente da assembléia, segundo a investigação. *A empresa Áudio e Video Sistem foi contratada pela assembléia para produzir os programas: TV Assembléia e Voz do Parlamento, e cobrava, segundo o que foi apurado no inquérito, R$ 300 por minuto de gravação. Um valor bem acima do praticado no mercado, segundo cotações feitas pela investigação. *Haveria um esquema entre a empresa e o cunhado do presidente, segundo os investigadores. *Em um contrato foi pago pela assembléia 3 milhões, 398mil e seiscentos reais. desse valor, foram devolvidos a Marlon Lustosa, 2 milhões 311 mil reais. *De acordo com o processo, em uma gravação de um evento de nove horas e vinte e nove minutos, a assembléia pagou a Áudio e Video Sistem R$ 170 mil. *Depois de notificados, os envolvidos terão um prazo de cinco dias para se defenderem. *O bloqueio dos bens é necessário para evitar a movimentação deles até que os inquéritos do ministério público e polícia federal sejam concluídos e ficarão às disposição da Justiça caso seja determinada a devolução do dinheiro aos cofres públicos. *O Rondoniaovivo.com procurou os responsáveis pela empresa Áudio Vídeo Sistem, Moisés de Oliveira e Marlon Lustosa, mas os mesmos não foram encontrados. O espaço para o contraditório está aberto. *foto: ale.ro.gov.br
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