A Polícia Civil de Rondônia prendeu quatro pessoas nesta terça-feira (1º) durante a Operação Radix, deflagrada para avançar nas investigações sobre o assassinato do cirurgião-dentista Clei Bagattini, ocorrido em julho de 2024, em Vilhena.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida de Vilhena e cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, expedidos pela Justiça da Comarca de Vilhena.
As prisões ocorreram simultaneamente em Vilhena e Cacoal. Dois investigados foram localizados em Vilhena e outros dois em Cacoal. Policiais civis do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Rondônia também participaram das diligências e auxiliaram na localização dos alvos.
Investigação busca chegar à estrutura do grupo
O nome da operação vem da palavra latina radix, que significa “raiz”. Segundo a Polícia Civil, a denominação representa a estratégia adotada para aprofundar a investigação e identificar não apenas os executores do homicídio, mas também a estrutura envolvida na articulação do crime.
A investigação busca esclarecer a cadeia de participação dos envolvidos, além das funções que cada um teria desempenhado na preparação e execução do assassinato.
A Polícia Civil informou que a etapa realizada nesta terça-feira teve como alvo o chamado braço operacional do grupo. As diligências teriam permitido individualizar a participação dos quatro presos no planejamento e na execução do homicídio.
Investigados respondem por crimes graves
Conforme a Polícia Civil, os quatro presos são investigados por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, conforme previsto no artigo 121, § 2º, incisos III e IV, do Código Penal.
Eles também são investigados por crimes previstos na Lei nº 12.850/2013, relacionados à integração de organização criminosa armada e ao embaraço das investigações de infração penal relacionada à organização.
Segundo a Polícia Civil, considerando as penas máximas previstas para os crimes atribuídos, a responsabilização pode chegar a 42 anos de reclusão.
O homicídio qualificado é considerado crime hediondo e está sujeito às consequências previstas na legislação.
Material será analisado
Durante a operação também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Os materiais recolhidos serão encaminhados para análise pericial e poderão contribuir para o avanço das investigações.
Após as prisões, os quatro investigados foram conduzidos à unidade policial para os procedimentos legais e permanecem à disposição do Poder Judiciário.
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do homicídio de Clei Bagattini e identificar a participação de cada integrante da estrutura apontada pela Polícia Civil.