COMEMORAÇÃO: Municípios de São Miguel do Guaporé e Cabixi completam 33 anos nesta terça

Ambos são destaque na produção de grãos e impulsionam a economia

COMEMORAÇÃO: Municípios de São Miguel do Guaporé e Cabixi completam 33 anos nesta terça

Foto: Divulgação

 

O município de São Miguel do Guaporé, distante 540 quilômetros de Porto Velho, localizado no Centro-Oeste de Rondônia, surgiu do povo assentado nas proximidades do rio São Miguel, por colonos vindo, principalmente dos municípios de Rolim de Moura e Presidente Médici.

 
O núcleo populacional desenvolveu-se rapidamente como polo agrícola e pecuário, localizado na Chapada dos Parecis, entre as áreas de influência da BR-364 e do Vale do Guaporé. Por seu crescimento demográfico e econômico, foi elevado à categoria de município, desmembrando-se do município de Costa Marques.
 
A história do município foi iniciada em 16 de junho de 1984, quando várias pessoas se reuniram com o executor do projeto de colonização Bom Princípio, João Bosco, para tratativas da criação de um patrimônio, localizado às margens da BR-429, que liga Costa Marques à BR-364.
 
Na época, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), doou 350 hectares de área, para a formação do novo patrimônio, localizado à altura do quilômetro 125. O nome São Miguel surgiu por conta da existência do rio que leva o mesmo nome, ficando próximo ao local e de acordo com informações dos habitantes, por causa disso, o lugar passou a ser chamado de São Miguel do Oeste.
 
EMANCIPAÇÃO
 
A população já sonhava com a independência do município, quando uma nova reunião aconteceu no dia 6 de outubro de 1987, entre as lideranças do lugarejo, que contou com a participação do delegado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Gerino Alves, para decidir os limites do futuro município e daí, escolhido o nome.
 
Na reunião, Gerino Alves declarou que o nome São Miguel do Oeste não poderia ser usado, pois além da lei não permitir criação de nova unidade político-administrativa com a mesma denominação, havia outro município com a mesma nomenclatura.
 
O delegado do IBGE sugeriu que fosse usado a expressão “Guaporé”, pois o rio São Miguel era um dos mais importantes afluentes do rio Guaporé. A sugestão foi aceita e o processo de emancipação passou a ser tramitado na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE), com o nome de São Miguel do Guaporé.
 
CRIAÇÃO
 
Em 6 de julho de 1988, São Miguel do Guaporé foi elevado à categoria de município, por meio da Lei nº 206, assinada pelo então governador de Rondônia Jerônimo Garcia de Santana, com a área desmembrada de Costa Marques, sendo revogada a Lei nº 200, de 7 de junho de 1978. A instalação do município ocorreu em 31 de dezembro de 1988.
 
Na fase inicial, para administrar São Miguel do Guaporé, o governador Jerônimo Santana nomeou, Antônio da Silva para o cargo de prefeito provisório. O primeiro prefeito do município foi o doutor Paulo Nóbrega, além dos primeiros vereadores, que também receberam posse. Atualmente, o prefeito de São Miguel do Guaporé, é Cornélio Duarte de Carvalho, que está pela segunda vez à frente da gestão do município.
 
Sendo desmembrado de Costa Marques, São Miguel do Guaporé tem um distrito denominado de Santana do Guaporé, distante 26 quilômetros da cidade, sendo criado por meio da Lei nº 142, de 25 de fevereiro de 1993. A localidade faz divisa com os municípios de Alvorada do Oeste, Mirante da Serra, Governador Jorge Teixeira, Costa Marques, Alta Floresta d’Oeste, Nova Brasilândia d’Oeste, Guajará-Mirim e Seringueiras.
 
ECONOMIA
 
Atualmente, São Miguel do Guaporé é o município mais importante na região do Vale do Guaporé na produção de leite, café e grãos, que expande com a produção de arroz, soja e milho. A cidade é impulsionada por uma indústria frigorífica, onde são fornecidos mais de mil empregos diretos e indiretos.
 
O município possui uma área de 7.460,117 quilômetros quadrados (km²) e conforme dados do IBGE de 2020, tem população estimada em 23.077 habitantes. Segundo o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), foram recebidos R$ 13,88 milhões em recursos federais para investimentos.
 
 ESTATÍSTICA
 
PIB per capita: R$ 31.025,71 (2018);
IDH: 0,646 (2010).
 
CABIXI
 
 
Uma enorme cruz de madeira foi erguida na mata, em 1980, por homens valentes e ao mesmo tempo cansados pela rudeza em esperar por recursos que lhes garantissem a construção da cidade. Cabixi nasceu no tempo em que as únicas estradas de chão batida foram abertas em mutirão. O acontecimento repercutiu em páginas de jornais, sensibilizando as autoridades dos antigos ministérios do Interior, Agricultura e Transportes.
 
Distante 640 quilômetros da capital, Porto Velho, o município chega aos 33 anos nesta terça-feira (6), com população de seis mil habitantes originários do ex-distrito com o mesmo nome. Apesar da base agrícola, não dispunha de um só armazém para guardar safras, tendo que recorrer a Colorado do Oeste.
 
Pioneiros erguem o madeira na fundação de Cabixi
 
As terras desmembradas de Colorado em 1988 são atualmente exploradas por pastagens e pela fartura da produção de grãos. O município de 1,31 mil quilômetros quadrados (km²) também é destino turístico. Fica a 139 quilômetros de Vilhena, portal de entrada do Estado, e pode ser considerado santuário ecológico da região do Guaporé, por ter  quatro biomas: Amazônia, Cerrado, Pantanal e Savana.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a base demográfica de Cabixi integra os vales dos rios Cabixi e Guaporé. Situa-se numa região habitada séculos atrás pelos indígenas Cabixi, que foram vistos pela primeira vez por bandeirantes paulistas [século XVII] e pela Comissão Rondon [1909].
 
Há quatro anos, o município aderiu ao Programa de Regionalização do Turismo do Ministério do Turismo, incluindo-se no Mapa Nacional por ser parte da região do Guaporé. Atrai visitantes de todo o País e estrangeiros interessados na prática da pesca esportiva que acontece especialmente no distrito Vila Neide, distante 40 quilômetros do centro da cidade. Ali funcionam quatro pousadas e guias de pesca creditados nacionalmente.
 
No ano passado, segundo o gestor da Superintendência Estadual de Turismo (Setur), Gilvan Pereira, Cabixi fez parte das ações estratégicas do Governo de Rondônia, para impulsionar o setor turístico local.
 
Um famtour levou influenciadores digitais à região, para revelar seus atrativos. Famtour é a forma de promoção que visa encantar distribuidores do produto turístico.
 
MÁQUINAS PARADAS E MUTIRÃO
 
Não foi simplesmente um parto normal, mas a fórceps: Cabixi, antes do apoio oficial, seus colonos migrantes fizeram tudo “no peito e na raça”. O mutirão popular dos colonos cabixienses aconteceu sem planejamento prévio, porém, decorrente da paralisação do maquinário do próprio Incra.
 
O governador Jorge Teixeira de Oliveira, o Teixeirão, ficou sabendo da falta de recursos – não havia combustível – e incumbiu uma comissão de colonos a assumir o improviso e a cotização para fazer funcionar pás-carregadeiras, patrolas e tratores. Em negociação direta com o então coordenador do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Rondônia, Bernardo Martins Lindoso, deu-se a transferência do maquinário.
 
Resolvidos os limites das terras indígenas e após a criação da comarca de Cerejeiras, Cabixi foi crescendo. Na sequência vieram Corumbiara e o distrito de Planalto São  Luiz. Cabixi foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual n.º 208, de 6 de julho de 1988 Sede no atual distrito de Cabixi. (ex-localidade). É constituído por dois distritos: Cabixi e Planalto São Luís, ambos criados pela mesma lei, entretanto, a instalação só ocorreria em 31 de julho de 1988.
 
Quatro escolas do Ensino Básico, Fundamental e Médio funcionam no município, nas quais se recorre aos fatos históricos para a lembrança do lugar. Alguns desbravadores são mencionados, entre eles, Chico Soldado e Darci Rech. Chico é nome de uma dessas escolas.
 
SANEAMENTO BÁSICO
 
O convênio  TED 08/2017, uma parceria entre a Fundação Nacional de Saúde (FNS) e o Instituto Federal de Rondônia (Ifro), originou o  Plano Municipal de Saneamento Básico, prejudicado pela pandemia do novo coronavírus em 2020. No projeto constam o diagnóstico feito por acadêmicos do Ifro para apurar a situação do abastecimento de água na zona urbana e nos distritos.
 
Instituto e prefeitura também estudam a reformulação de estratégias para a execução e participação dos membros do Comitê do Plano de Saneamento Básico de Cabixide, informa a coordenadora do comitê, Laíse Santos Azevedo.
 
Segundo Laíse, o projeto prevê a execução das atividades e cumprimento de demandas, bem como, a construção do calendário mensal de atividades.
 
Cabixi, hoje:
 
121,7 mil cabeças de bois
6,4 mil vacas ordenhadas; 7,4 mil litros de leite
22,9 mil galináceos, 4,3 mil suínos, 1,7 mil ovinos, 1,6 mil equinos, 15 bubalinos, 70 caprinos
640 kg de mel de abelha
Arroz em casca, 3 mil hectares; 7,2 toneladas colhidas
Feijão,500 ha cultivados, 120 t colhidas
Soja, 6 mil ha, 16,5 mil t colhidas
Milho, 4 mil ha plantados, 12 mil t colhidas
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PIB: R$ 85,3 mil
Per capita: R$ 25,8 mil
IDH: 0,650
 
 
Direito ao esquecimento

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