CELEBRAÇÃO: São Felipe D'Oeste, Teixerópolis e Primavera de Rondônia completam 27 anos

Os três municípios vivem atualmente uma expansão do potencial agro

CELEBRAÇÃO: São Felipe D'Oeste, Teixerópolis e Primavera de Rondônia completam 27 anos

Foto: Divulgação

 

Localizado na micro região da zona da Mata, com uma área de extensão de 542 km², o município de São Felipe d’Oeste completa 27 anos nesta terça-feira (22), marcado por conflitos agrários e pelo crescimento na economia voltado às atividades agropecuárias, que têm fomentado a agricultura familiar, chegando até 82% de potencial econômico em toda a região, que hoje conta com cerca de seis mil habitantes.
 
Apesar de pequeno, geograficamente, o município possui terras férteis, que favorecem o plantio de café, atividade de maior concentração e, também, a produção de leite, aquecendo ainda mais o ramo agropecuário e favorecendo o crescimento mais de mil pequenos produtores rurais.
 
Ou seja, o forte da economia do município é o chamado “café com leite”, uma vez que a produção de café é bem evidente e, ainda, a pecuária leiteira. O destaque também vai para a pecuária de corte, que está começando a tomar pujança no município.
 
Outro ramo que tem crescido significativamente, nos últimos cinco anos, é o plantio da soja e do milho. Vários produtores estão migrando da criação de gado para a plantação da soja. Esse cenário proporciona mais empregabilidade e mais giro econômico in loco. De acordo com o atual prefeito de São Felipe d’Oeste, Sidney Borges de Oliveira, devido ao tamanho da produção local, está sendo contratada uma equipe para promover educação tributária aos produtores.
 
Nosso grande desafio é fazer um trabalho de conscientização tributária. Pois, só recebemos o repasse de ICMS mediante o que nós mostramos ao Estado que produzimos. Nós temos hoje a pecuária de corte que vendemos diretamente aos frigoríficos nas cidades polos. Na produção de leite temos uma cooperativa no município que possui até 60% de produtores cooperados que vendem num montante só para o laticínio, um dos maiores do país. Uma forma inteligente de agregar valor ao produto. Essa cooperativa reúne os produtores e tem uma média, no pico das águas, de 22 mil litros por dia. Nossa bacia leiteira é muito boa”, detalhou.
 
Fatores importantes que contribuem para esse crescimento é a fertilidade do solo e a posição geográfica, uma vez que o município se encontra próximo aos médios centros que compreendem Cacoal, Pimenta Bueno e Rolim de Moura, com fácil transitação e boa malha viária, facilitando assim o lavourista a ir à São Felipe d’Oeste aplicar seus investimentos.
 
Mas, para compreender melhor sobre a evolução do município de São Felipe do este é preciso voltar um pouco essa história, iniciada em 1982 é marcada por conflitos de terra.
 
A HISTÓRIA
 
São Felipe D’Oeste surgiu de uma invasão de terras na Fazenda São Felipe e após muitos conflitos, ocorreu a desapropriação, através do Decreto nº 88.769, de 27 de setembro de 1983, assinado pelo presidente da República João Batista Figueiredo que, na época, declarou a área de interesse social.
 
Após concretizada a distribuição dos lotes, em 1985, os posseiros residentes decidiram que o nome São Felipe deveria permanecer na denominação do projeto de colonização, implantado no município de Pimenta Bueno. O projeto de emancipação tramitou na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE), com o nome de São Felipe d’Oeste, para diferenciar de município já existente no Estado da Bahia.
 
Em 22 de junho de 1994 foi criado o município de São Felipe d’Oeste, por meio da Lei nº 567, assinada pelo governador Oswaldo Piana Filho, já com área desmembrada do município de Pimenta Bueno.
 
CULTURA
 
Conforme explicado pelo prefeito Sidney Borges, o âmbito da cultura e do turismo ainda precisa ser mais explorado. Mas, anualmente, todo último domingo de setembro, ocorre a chamada Romaria da Bíblia, que atrai participantes de diversas cidades de todo o Estado e já alcançou quantidade de público de cinco mil pessoas. O festejo religioso envolve duas comunidades, que ficam entre um córrego que tem um lajedo, chamado “água santa”, por onde o rio passa.
 
Em cada ano, a Romaria sai de uma das comunidades e percorre cerca de quatro quilômetros até a água santa. A festividade conta ainda com a montagem de barracas enfeitadas que comercializam bebidas e comidas típicas. Este ano, por conta do cenário pandêmico, não será possível ser realizada.
 
São Felipe d’Oeste será contemplado com ações do Governo do Estado, pelo programa “Tchau Poeira”
 
Trata-se de um turismo religioso com grande relevância de público, que pretendemos fortalecer aqui em nossa região. Nós temos o propósito de inserir o evento no calendário cultural do Estado. Já iremos fazer esse pedido ao Superintendência Estadual de Turismo (Setur)”, pontuou Borges.
 
INFRAESTRUTURA
 
O município avança no desenvolvimento, com a parceria do Governo de Rondônia, por meio do Programa “Tchau Poeira”, sendo contemplado com dois quilômetros de pavimentação asfáltica e dois quilômetros de recapeamento asfáltico.
 
A prefeitura do município está sob a incumbência da elaboração dos projetos para apresentar ao Governo e então ser contemplado com a execução das obras pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER).
 
Outros projetos também estão sendo discutidos com o Poder Executivo Estadual, como a reforma da Escola Municipal de Ensino Fundamental Orlindo Gonçalves da Rocha e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Geone Silva Ferreira. “Vejo uma parceria muito saudável com a atual gestão do Governo e creio que não vai parar por aí. Temos o anseio de estarmos inseridos em mais programas do Governo, como o “Mais Calcário”, para podermos trazer aos nossos produtores a correção do solo”, salientou.
 
São Felipe D’Oeste está entre os primeiros municípios que mais vacinaram a população
 
CENÁRIO ATUAL
 
Diante do período pandêmico, por prudência, o prefeito informou que não há programação especial prevista para celebração do aniversário do município, mas espera celebrar a data no próximo ano.
 
SAÚDE
 
Hoje, o município conta com uma unidade mista de saúde, que possui atendimento médico 24h, com enfermeiro e técnico de enfermagem e duas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
 
Atualmente, São Felipe d’Oeste está entre os primeiros municípios que mais vacinaram a população. Até o último dia 10 de junho, mais de duas mil pessoas foram vacinadas, já contando com segunda dose aplicada.
 
Apesar do cenário de pandemia, o município tem muito a celebrar, por sua evolução econômica e pela característica de uma população trabalhadora, que anseia por novos caminhos para o progresso.
 
TEIXERÓPOLIS
 
Localizado na região central de Rondônia, Teixeirópolis completa nesta terça-feira (22), 27 anos de criação. O município foi criado pela Lei Estadual n.º 571, de 22-06-1994, desmembrado de Ouro Preto do Oeste. O nome da cidade é uma homenagem ao coronel Jorge Teixeira de Oliveira, último governador do Território Federal de Rondônia e o primeiro do Estado, responsável pela missão de transformar o Território em Estado.
 
Além de fazer limite com Ouro Preto do Oeste, Teixeirópolis  tem como municípios vizinhos Ji-Paraná, Nova União e Urupá. A cidade antes era um núcleo urbano de apoio rural do Projeto de Colonização Ouro Preto. Vive atualmente uma expansão do potencial agro, especialmente nos eixos de pecuária leiteira e produção de chocolate.
 
O produtor rural José Eudes chegou à região em 1972
 
Conforme o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui cerca de 4.8 mil habitantes.
 
O produtor rural, José Eudes,75 anos. Natural do Rio Grande do Norte chegou à região em 1972. Eudes faz  parte do grupo que chegou a Rondônia na década de 70, o considerado mais intenso ciclo migratório do Estado, incentivado pelo governo Federal em uma ação estratégica de promover a integração nacional.
 
”Veio muita gente, aí me animei também. Cheguei com toda a minha família e como trabalhei a vida toda na agricultura buscava por terra para produzir. Peguei um pedaço de terra que pertencia a Ouro Preto, e depois passou a Teixeirópolis”.
 
Ele conta que no começo era tudo difícil. ”Ajudei a desbravar para formar a cidadezinha. Quando cheguei não tinha nem estrada. Da BR para cá era tudo no cascalho, foi um sofrimento, mas valeu a pena”.
 
Eudes é grato ao município que o acolheu . ”Foi o município onde criei minha família. Lugar bom para se viver,  onde tem pessoas boas, todos se conhecem e são hospitaleiros. Eu amo Teixeirópolis, me dei bem aqui e estou tranquilo”, disse o produtor. Em sua propriedade, ele cria gado e tem plantação de hortas.
 
O  servidor público Samuel Bonifácio chegou à cidade em 1993
 
Assim  como Zé Eudes, o servidor público Samuel Bonifácio, 55 anos, tem lembranças dos desafios do passado na região. Ele chegou do Espírito Santo à cidade em 1993. Na época, o que o motivou foi as perspectivas de trabalho, pois com formação em técnico em agropecuária, Rondônia  se mostrava com mais oportunidades que o norte capixaba.
 
”Era um setor urbano sem estrutura alguma. O número de ruas que até então não eram muitas, naquela época não passava de doze. A energia era de 11h às 13h e das 18h às 23h, e periodicamente o gerador dava problemas. As pessoas da área rural geralmente seguiam para Ouro Preto do Oeste ou Ji-Paraná, e faziam suas compras”, relatou Bonifácio.
 
Preocupado com o fomento da economia na cidade, Bonifácio conta que apresentou essa demanda ao gestor municipal e ajudou na efetivação disso quando foi cedido por seis anos pelo Estado para trabalhar na prefeitura.
 
”Isso já me incomodava a tempo e por um período inicial foi providenciado até transporte trazendo os moradores  da área rural do município para a sede, e isso melhorou demais para o comércio local e o município como um todo. Isso com grande contribuição da ótima administração e o carinho do prefeito para com o povo e o município”, conta.
 
Ele também nutre um grande carinho pela cidade que  fez de lar. ”Teixeirópolis pra mim foi uma escolha feliz para residir. Significa tranquilidade, proximidade com os centros maiores, facilidades de trafegabilidade e é uma cidade bem aconchegante e de população ordeira e descente”, afirma Samuel.
 
Rebanho da propriedade do produtor rural José Eudes
 
AÇÕES  DO GOVERNO EM TEIXEIRÓPOLIS
 
No município, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), o Governo de Rondônia realiza a manutenção na rodovia 473, no trecho de Alvorada d’Oeste, Urupá e Teixeirópolis. Ação importante para garantir a trafegabilidade dos moradores e também o escoamento da produção agro.
 
De acordo com o gerente do escritório da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) em Teixeirópolis, Clodoaldo de Jesus Abreu, o carro chefe da economia na cidade é a pecuária de leite com uma produção de aproximadamente 25 a 30 mil litros dia. Também soma-se ao perfil agro do município, a pecuária de corte, produção de cacau;  café;  mandioca, piscicultura, suinocultura  e olericultura.
 
”A produção de cacau está aumentando significativamente com implantação de novas áreas clonais irrigadas. Somando as lavouras seminais mais antigas e lavouras novas clonais temos uma área cultivada de mais de 60 hectares que vem crescendo anualmente”, disse o gerente.
 
Ele ainda pontuou outras produções relevantes para a cidade. ”Há  aproximadamente 30 ha de café clonal, na olericultura o destaque vai para a produção de tomate que ajuda a economia local. Todos os anos é cultivado de 15 a 20 ha no município. A melancia também se cultiva cerca de 10 ha todos os anos. Já dentro das culturas anuais a mandioca é um destaque com cultivo por ano de mais de 50 ha, gerando um bom percentual da renda na economia local. Além da produção hidropônica de hortaliças folhosas que temos alguns produtores se destacando nessa atividade, piscicultura e suinocultura”.
 
As atividades produtivas do município são provenientes da agricultura familiar, sendo os produtores assistidos pela Emater que tem uma equipe formada por agrônomo, zootecnista, técnico agrícola e assistência social. ”Somos responsáveis pela prestação de assistência técnica e extensão rural aos produtores rurais. Desta forma orientamos eles nas atividades que desenvolvem. Além disso, ajudamos eles quanto o acesso às políticas públicas do Estado e do Governo Federal, assim como os projetos de crédito rural. Outro trabalho importante é quanto a orientação à regularidade ambiental pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR). São quase 400 famílias atendidas pela Emater no município”.
 
De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Agropecuário (Cdap), Janderson Dalazen, a Seagri por meio do Mais Calcário 2021, irá beneficiar Teixeirópolis com o transporte de 420 toneladas de calcário. Desta forma, o frete do calcário da usina a sede do Município é feito pelo Governo, que é o custo maior de viabilizar o produto nas propriedades.  No momento é feito o levantamento pela Emater dos proprietários que se encaixam no programa. Dalazen anunciou ainda a previsão de beneficiar o município com 50 mil mudas de café clonal até o final deste ano.
 
Segundo o gerente da Seagri na região de  Ji-Paraná, Jeremias Oliveira,  a Seagri destinou ao município equipamentos oriundo do programa Proleite como trator, grade, caçamba hidráulica para ajudar nas silagens. Também é trabalho no município o Plano de Aquisição de Alimentos (PAA).
 
São quase 400 famílias atendidas pela Emater em Teixeirópolis
 
Teixeirópolis também dá saltos em relação a verticalização da produção. O gerente local da  Emater, destacou a agroindústria de laticínios em funcionamento e que o município se projeta para criar uma agroindústria de chocolate, pois a cidade possui uma associação de mulheres que produzem chocolate. Existe também o interesse de um produtor em criar uma segunda agroindústria de leite.
 
Com um futuro econômico promissor, Teixeirópolis também prepara a sua base educacional. No município, o Governo tem investido em melhorias na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Pioneira. De acordo com a coordenadora Regional de Educação de Ouro Preto do Oeste, Marivone Resende de Araújo, a escola atende cerca de 300 alunos.
 
Esse  ano, o Governo construiu um auditório com capacidade para 130 pessoas, medindo 143 m².  Também destinou 19 computadores e sete nobreaks para o laboratório de informática, um laboratório móvel de ciências; uma mesa de som; duas caixas de som; um projeto multimídia; nove bebedouros de coluna; seis ventiladores  e duas telas de projeção.
 
PRIMAVERA DE RONDÔNIA
 
Primavera de Rondônia, que inicialmente seria Apediá, fica a 545 quilômetros de Porto Velho e nesta terça-feira (22) faz 27 anos projetando a consolidação das produções leiteira e cafeeira. O município imita-se ao norte com Pimenta Bueno, ao sul com Parecis, e a leste com São Felipe d’Oeste.
 
Agricultores de Primavera reunidos durante solenidade do Governo do Estado: compromisso com agricultura forte
 
 
 
Dos 3,52 mil moradores, 1,65 mil nasceram em estados da região Norte, notadamente Rondônia; os demais são 223 migrantes nordestinos e 694 sudestinos. No total, 1,85 mil homens e 1,66 mil mulheres. Trinta se casaram em 2019, apenas quatro se divorciaram, informa o Cartório de Registro Civil.
 
Seus 3,52 mil moradores distribuídos por 605,6 km são em sua maioria pequenos agricultores. O rebanho bovino totaliza 76.120 cabeças, do qual há 5008 vacas leiteiras ocupando 41 mil hectares de pastagens. O laticínio local produz mussarela.
 
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) coletados em 2017, dos 64.398 ha de áreas rurais, 62.866 ha tinham 62.866 proprietários com terras tituladas coletivamente.
 
Este ano,  a 11ª Residência Regional do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER) de Pimenta Bueno executou serviços de patrolamento, encascalhamento, limpeza lateral de vegetação com motoniveladora, levantamento do greide da pista e sistema de drenagem (saídas de água) na rodovia RO-494, popularmente conhecida como “Kapa 24”, que interliga Primavera de Rondônia com as ROs-491 (Linha-45), 489, e 495, aos distritos de Novo Plano e Querência do Norte e ao município de Parecis.
 
Em janeiro, com investimentos de R$ 682 milhões, o Governo do Estado entregou ao município a ponte sobre o rio Araras, na Linha 34, km 2,80.
 
AGROPECUÁRIA
 
O plantel equino de Primavera totaliza 799 cabeças. Outros plantéis: 3.435 galináceos, 524 suínos, 524, e 132 ovinos. A agricultura sustenta-se pelos 500 quilos de amendoim/ha com safra de uma tonelada, numa área plantada de apenas dois hectares; com o arroz em casca, que ocupa 800 ha, rende 1,76 t e tem rendimento médio de 2,2 t/ha; e com os 250 ha de feijão, que rende 105 t, na média de 420 kg/ha; e os 700 ha de milho, que rendem safra de 1,54 t.
 
Este ano, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) distribuiu 180 mil mudas de café clonal a mais de 70 agricultores familiares de Primavera, visando à revitalização da lavoura cafeeira no Estado. O benefício faz parte do programa Mais Café, pelo qual o Poder Executivo pretende elevar para quatro milhões de sacas a produtividade nos próximos três anos. Os produtores nada precisaram pagar pelas mudas, e cada um recebeu 1,5 mil a 5 mil mudas.
 
O prefeito Eduardo Bertoletti Siviero, inovou ao publicar no site da Prefeitura os deveres de um detentor desse cargo: “Ele deve lidar com a Câmara e se relacionar com organizações comunitárias, lideranças locais, buscando o seu apoio, quando necessário, consultando-as e ouvindo-as para conhecer suas aspirações e suas necessidades de modo a integrá-las ao processo decisório municipal e governar com a comunidade”.
 
Esse compromisso vai ao encontro de um fator preocupante aos pequenos municípios rondonienses e amazônicos: a ameaça de retornarem à condição de distrito*. “Ao ser eleito por meio do voto direto, o prefeito, passa a partir daí a fazer parte do poder político executivo e tem como principal dever propiciar o bem-estar da sociedade pela qual foi eleito”, acrescentou Siviero.
 
APEDIÁ
 
Primavera surgiu com esse nome, a partir do Núcleo Urbano de Apoio Rural do Projeto de Colonização Abaitará, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em 2020, conforme o IBGE, circulavam em Primavera: 510 veículos, 71 caminhões, 272 caminhonetes, 105 motonetas, 16 ônibus, 16 reboques, 15 camionetas, e 11 utilitários mas a predominância é de motos: 753.
 
O projeto de emancipação tramitou na Assembleia Legislativa, somando-se aos municípios que também ganhariam autonomia, pela Constituição de 1989. No item X, do Parágrafo Único, do Artigo 42º, constava o nome de Apediá, referente a um povo indígena situado na região onde mais tarde foi criado o município de Pimenta Bueno.
 
caféMais 170 mil mudas de café foram entregues em janeiro deste ano
 
O falecido jornalista e historiador Emanuel Pontes Pinto escreveu em seu livro Caiari: lendas, proto-história e história, em 1986, que Rondon batizou esse rio em homenagem a José Antônio Pimenta Bueno, Marquês de São Vicente, presidente da Província de Mato Grosso (1835 a 1836), nomeado pelo Imperador D. Pedro I em 5 de novembro de 1835.
 
Alertado pelo então delegado do IBGE, Gerino Alves, da existência de homônimos em municípios do Pernambuco e do Pará, o então presidente da Assembleia, deputado Amizael Gomes da Silva propôs o plebiscito, no qual não fora alcançado o número mínimo de eleitores para referendo da proposta de emancipação.
 
Assim, Apediá deixou de ser município junto com os outros 17 que obtiveram suas autonomias administrativas no dia 13 de fevereiro de 1992. Lideranças do lugar se reuniram, decidindo que se mantivesse no projeto de emancipação o nome de Primavera, acrescentando-se a expressão “de Rondônia” para diferenciá-lo dos municípios já existentes.
 
E assim ocorreu: a Lei nº 569, de 22 de junho de 1994 criou Primavera de Rondônia, desmembrada de Pimenta Bueno, sancionada pelo governador Oswaldo Piana Filho.
 
ESTATÍSTICA
 
PIB: R$ 40,9 milhões
PER CAPITA: R$ 10,7 mil
IDH: 0,691 (médio)
 
* Em 2018, entre os critérios exigidos pela Câmara dos Deputado para a criação de novos municípios, estava a necessidade de a população do novo município [e do que foi desmembrado] ser de, pelo menos, 6 mil habitantes nas regiões Norte e Centro-Oeste; 12 mil habitantes no Nordeste; e 20 mil no Sul e no Sudeste. O texto fora vetado pela então presidente Dilma Rousseff porque “causaria desequilíbrio de recursos dentro do estado e acarretaria dificuldades financeiras não gerenciáveis para os municípios já existentes. Além disso, a criação de municípios implicaria redivisão de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Hoje, o Brasil tem 5.570 municípios.
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