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PRESSA: Candidato erra o próprio número e sai das urnas sem nenhum voto em RO

“Foi um aprendizado. Tirei por essa eleição que amizades não significam votos. Vou me preparar melhor para a outra”; Conheça a história completa na íntegra

FOLHA DO SUL ONLINE

17 de Novembro de 2020 às 15:16

Atualizada em : 18 de Novembro de 2020 às 08:20

Foto: Divulgação

 

FOLHA DO SUL ONLINE - O site citado entrevistou, por telefone, na manhã desta terça-feira, 17, o motorista Jesus Galvez Muniz, de 56 anos, que concorreu a vereador pelo PSD na cidade de Chupinguaia, e saiu das urnas sem um único voto. Nem o dele mesmo. E não foi por falta de vontade.

 
Pioneiro em Rondônia, “Jesus da Moradia”, nome que usou para disputar o pleito, chegou em Cacoal com a família, vindo do Paraná, em 1970. “Tinha uma ou outra casinha da madeira na cidade”, relembra.
 
Após mais de dez anos, o pai ganhou um lote de terras no distrito de Migrantinópolis, pertencente a Rolim de Moura, e Jesus trabalhou na propriedade, em derrubadas e outros serviços pesados.
 
Há 30 anos em Chupinguaia, Jesus atuou em fazendas e hoje admite: “tô parado, mas vou para Vilhena procurar trabalho. Não pode é ficar sem fazer nada”.
 
Sobre seu desempenho nas urnas, o candidato explicou que iria concorrer com o número 55.123, mas o presidente da agremiação, o PSD, disse que outro postulante à vereança estava usando essa sequência. Acabou aceitando concorrer com o 55.678.
 
“Fiquei com isso na cabeça e, quando cheguei na urna, havia esquecido meu número. Votei no que achava que era o certo, quando saí me dei conta e disse ao presidente do partido: ‘não consegui votar em mim mesmo”.
 
Questionado se não olhou a foto que apareceu após ele apertar os números, Jesus foi sincero: “me deu um branco e eu nem reparei. Na primeira vez a gente se afoba”.
 
Perguntado porque ninguém mais optou por sua candidatura, o pioneiro admite: “parece que o pessoal não queria a minha presença na política de Chupinguaia”.
 
Apesar do desempenho inacreditável, o paranaense de Terra Roxa não pensa em desistir da vida pública. “Foi um aprendizado. Tirei por essa eleição que amizades não significam votos. Vou me preparar melhor para a outra”.
 
Direito ao esquecimento

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