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DESOLAÇÃO: Falta de apoio tem levado empresas a fecharem as portas em Machadinho D’Oeste

Uma delas foi o laticínio Rio Belém que parou as atividades por falta de asfalto em 5 kms na estrada que passava em frente a empresa, deixando mais de 100 pessoas desempregadas

ASSESSORIA

11 de Novembro de 2020 às 15:35

Atualizada em : 11 de Novembro de 2020 às 20:49

Foto: Divulgação

 

“Precisamos resgatar a esperança de dias melhores para o povo de Machadinho D’Oeste. É necessário colocarmos pessoas com uma mentalidade diferente desses que aí estão comandando o município e nada fizeram pela população”, disse Dr. Bandeira(PSB), que está concorrendo à prefeito de Machadinho D’Oeste nas próximas eleições. 

 
A cidade está localizada no Vale do Jamari, em Rondônia, e possui uma população de cerca de 35 mil habitantes, e assim como várias localidades no Brasil, também está se preparando para as próximas eleições do próximo dia 15.
 
O que se percebe nas ruas e estradas rurais do município, nas conversas com moradores é um sentimento de desolação com a atual situação do município. Machadinho já foi um dos maiores produtores de café de Rondônia, disputando esse título com Cacoal. Hoje, o que era cafezal virou pasto ou capoeira.
 
A Emater-RO que no passado exerceu um papel de destaque na extensão rural, dando apoio aos agricultores da região, está com o escritório praticamente fechado na cidade. Essa situação, faz com que os produtores rurais fiquem sem apoio dos técnicos agrícolas no momento de trabalhar a terra, diminuindo as chances de aumento da renda das famílias do campo.
 
 
Laticínio
 
Machadinho D’Oeste possui uma das maiores bacias leiteiras de Rondônia e tinha um grande laticínio, o Rio Belém, para beneficiamento da produção na cidade, que empregava mais de cem pessoas. No entanto, conforme relatos de moradores, devido a falta de asfalto, esse empreendimento que já tinha mais de 14 anos teve que fechar as portas e demitir os funcionários.  
 
A pavimentação da via de acesso ao empreendimento, era uma exigência da multinacional que absorvia toda a produção da empresa. A falta de asfalto fez o laticínio perder o contrato, pois, no verão, segundo a multinacional, a poeira ameaçava a qualidade dos produtos, já que as partículas dela caíam no leite. O pior é saber que o fim das atividades se deveu a não pavimentação de um trecho de 05 Kms de estrada de terra.
 
 
Outra empresa que também fechou as portas em Machadinho D’Oeste foi uma olaria que garantia o abastecimento de tijolos para toda a região. “Hoje quem precisa comprar tijolo, tem que pedir em Cacoal e aguarda em uma fila de cerca da 15 dias para a entrega”, disse um morador. 
 
Essas perdas fizeram com que Machadinho D’Oeste experimentasse uma queda na arrecadação de impostos. O outro lado dessa situação é que muitos moradores, em especial jovens, tenham  que abandonar o município em busca de oportunidades em outros lugares.
Direito ao esquecimento

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