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VILHENA: Voluntários lutam contra a covardia de animais abandonados

Os interessados em ajudar o grupo podem entrar em contato com Sheila pelo (69) 99364-1242 ou com Sabrina pelo número (69) 98495-1430

Folha do Sul Online

09 de Maio de 2020 às 12:02

Foto: Divulgação

 
FOLHA DO SUL ONLINE - Em Vilhena, o grupo “Amor de 4 Patas” tem se dedicado a resgatar animais que estão nas ruas para prepará-los para adoção. Mantido por doações, só com os cachorros, há um gasto mensal de 8 a 10 mil reais, incluindo castração, medicação, internação e também a alimentação dos animais.
 
O grupo também é ajudado por pessoas que se disponibilizam a ser lares temporários, até que o animal seja adotado, pois o número de resgatados é superior à capacidade do abrigo, como é caso de Sheila Pompermayer, que hoje abriga mais de 80 gatos. São animais que foram abandonados em sacos de lixo, jogados no mato, porque os donos não têm o hábito de castrar seus animais e, quando o bicho pega cria, eles abandonam.
 
“É muita mão de obra, é muito pesado e são muitos animais. Nós ainda não contamos com ajuda do governo ou do município, nos mantemos com rifas, bazar e doações”, ela nos disse.
 
A voluntária encaminhou as fotos dos gatos que tem resgatado; a maioria é vítima de espancamento, atropelamento, e abandono. “Alguns deles jamais vão para a adoção, porque ficam com sequelas e ninguém quer adotar”, contou Sheila.
 
Para dar conta de cuidar de todos os animais, há parcerias com veterinários que doam ração, e também garantem descontos em atendimento médico e parcelam os valores dos procedimentos.
 
“Muitos gatos atropelados, mutilados, com fraturas expostas, ficam com a mandíbula quebrada ou perninha amputada. Dizer que o gato se vira na rua é uma é uma falsa ideia, isso não procede. Para um animal que tem um teto, depois é abandonado, a sobrevivência dele é de 3 a 4 meses definhando. Um gato que desde cedo foi abandonado e cresceu na rua, o máximo que ele vai ter é uns 3, ou 4 anos”, explicou Sheila.
 
Como as gatas entram no cio mesmo que estejam amamentando, a população de felinos nas ruas é sempre grande, e por isso o indicado é sempre a castração. Porém, as pessoas não se interessam em adotar os gatos, por isso o número pelo qual cada cuidadora se responsabiliza é alto. Já com os cachorros há mais giro.
 
“O abrigo ajuda muito, mas a quantidade de abandono é superior a adoção. No meu caso, eu hoje sou tutora de mais de oitenta gatos e em um final de semana eu recolhi três gatas; no total eu tenho cinco gatas paridas e vinte e dois filhotes”, disse.
 
Só de ração com os gatos, são R$ 990 mensais. Sheila relata que há uma dificuldade em conseguir lares definitivos para os animais, e fica até surpreendida quando alguém se prontifica a ajudar. Já no abrigo do Amor de 4 Patas, onde são acolhidos os cachorros, 15 voluntários se disponibilizam a ir durante a semana cuidado deles. Como o grupo se mantém de doações, não pode pagar alguém para trabalhar no local, pois essa verba seria tirada das castrações.
 
Os interessados em ajudar o grupo podem entrar em contato com Sheila pelo (69) 99364-1242, ou com Sabrina pelo número (69) 98495-1430.
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