A fumaça provocada por grandes incêndios registrados no sul do Amazonas, especialmente na região de Apuí, ao longo da BR-230 (Transamazônica), e no noroeste de Mato Grosso está sendo transportada pela circulação atmosférica em direção a Rondônia. O fenômeno pode aumentar a concentração de material particulado no ar e afetar a qualidade atmosférica no estado.
O cenário é acompanhado pelo Monitoramento Ambiental da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), que mantém Rondônia em estado de alerta diante da evolução dos focos de calor nos estados vizinhos.
Segundo a Sedam, a situação dos incêndios dentro de Rondônia permanece sob controle por meio das ações preventivas, ao monitoramento permanente e à atuação integrada da própria secretaria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.
Mais de 400 combatentes estão mobilizados e preparados para atuar durante o período crítico de estiagem, com equipes mantidas em pontos estratégicos e em condições de pronta resposta.
Apesar do controle no território estadual, a preocupação aumentou nos últimos dias devido à expansão de grandes áreas de fogo no Amazonas e em Mato Grosso. A fumaça desses incêndios pode percorrer centenas de quilômetros e alcançar Rondônia conforme a direção e a intensidade dos ventos.
O monitoramento por satélite acompanha principalmente as áreas de fronteira e regiões consideradas de maior risco. A orientação das autoridades é manter vigilância, comunicação rápida e resposta imediata diante do surgimento de novos focos.
A Sedam reforça que a presença de fumaça em Rondônia não significa necessariamente que os incêndios tenham origem no estado. Parte do material particulado pode ser transportada de áreas queimadas em estados vizinhos. Com a continuidade da estiagem, o Estado mantém as equipes mobilizadas para enfrentar o período de maior risco de incêndios florestais.