O RECADO DAS RUAS: Rondoniense quer gestão, rejeita pedágio e pune a continuidade

Pesquisa realizada nesta semana indica o que pensa o eleitor rondoniense sobre o perfil de candidatos e pautas de campanhas

O RECADO DAS RUAS: Rondoniense quer gestão, rejeita pedágio e pune a continuidade

Foto: Nilson Santos/Governo de Rondônia

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Uma pesquisa online exclusiva, realizada em parceria do jornal eletrônico Rondoniaovivo com a Insights Políticos & Empresariais, revela o pensamento do eleitor rondoniense sobre a política estadual e temas nacionais que influenciarão o pleito de 2026. 
 
Conduzida entre 29 de abril e 5 de maio, com mais de 500 participantes em mais de 15 municípios, a pesquisa traça um perfil claro: a população está exausta de promessas vazias, rejeita a continuidade da atual gestão e clama por um governador com experiência comprovada em administração municipal. 
 
Os dados apontam para um cenário de alerta máximo para o governador Marcos Rocha. Com uma rejeição que atinge 53,6% (somatória das avaliações "ruim" e "péssimo"), a atual administração demonstra uma severa fadiga. Mais preocupante do que a impopularidade pessoal é o efeito adverso de seu apoio: para 41,7% dos entrevistados, a chancela de Rocha ao ex-prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria, mais prejudica do que beneficia. Fúria, que possui o perfil executivo desejado pelo eleitorado, enfrenta o dilema de herdar o ônus de um governo desgastado. 
 
Em contraste com a rejeição estadual, a marca Bolsonaro mantém sua resiliência em Rondônia. O apoio do senador Flávio Bolsonaro a Marcos Rogério (PL) é percebido positivamente por quase 40% dos eleitores, consolidando Rogério como o principal herdeiro do espólio conservador no estado. Contudo, Rogério deparará com um obstáculo pragmático: 62,7% dos rondonienses afirmam que o próximo governador deve ser um "Gestor Experiente", preferencialmente um ex-prefeito, enquanto apenas 24,8% buscam um "Articulador Político" com vivência em Brasília. Este dado ressoa favoravelmente para nomes como Hildon Chaves (União Brasil), que se encaixam perfeitamente no perfil delineado pela pesquisa. 
 
Além da corrida pelo Palácio Rio Madeira, o levantamento expõe as feridas abertas na sociedade rondoniense. A privatização da BR-364 é rechaçada por 70% da população, que distribui a responsabilidade entre o Governo Federal e a Bancada de Rondônia. O pedágio é amplamente visto como uma afronta econômica e um entrave ao direito de ir e vir. 
 
Outro dado alarmante é a epidemia silenciosa das apostas online. Impressionantes 81,9% dos entrevistados relatam conhecer casos de endividamento decorrentes das "Bets", gerando uma rejeição massiva à prática. Candidatos que souberem empunhar a bandeira da proteção à economia familiar contra o vício das apostas e a defesa intransigente contra o pedágio na BR-364 terão em mãos as narrativas mais poderosas e com maior potencial de viralização nestas eleições. 
 
O cenário para 2026 em Rondônia não comportará amadores ou aventureiros. O eleitor está pragmático, com o orçamento apertado e a paciência esgotada. A vitória pertencerá àqueles que demonstrarem capacidade de entrega e gestão eficiente, e não apenas àqueles que dominam a oratória política.
 
 

Por Bernard Nagel -  Insights políticos & empresariais

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