Rondônia virou exceção no Brasil depois que o Rio de Janeiro decidiu aderir à proposta do governo Lula para zerar impostos sobre o diesel.
Na teoria, essa isenção ajudaria a baixar o preço do diesel, e até de outros combustíveis nas distribuidoras, refletindo diretamente no bolso do consumidor.
Mas, na prática, a história parece bem diferente, pelo menos aqui na região Norte.
A reportagem conversou com donos de postos em Porto Velho, e o recado foi direto: não mudou praticamente nada.
Segundo eles, essa redução prometida não chegou nas distribuidoras, nem em Rondônia, nem em estados próximos que aderiram à medida.
Um exemplo que chama atenção é o Mato Grosso. Mesmo dentro do programa de isenção, o estado vizinho registra preços de combustíveis até cerca de R$ 0,10 mais caros do que os encontrados na capital rondoniense.
Na prática, o consumidor fica no meio desse jogo sem sentir diferença, a promessa de combustível mais barato não se confirma nas bombas, e muita gente sequer percebe se o estado aderiu ou não à política.
Ou seja, Rondônia ficou sozinha fora da isenção, mas, pelo que dizem os próprios postos, estar dentro talvez também não fizesse tanta diferença assim.