O aumento recente no preço dos combustíveis em Rondônia tem gerado insatisfação entre consumidores, produtores rurais e comerciantes. Em meio à escalada dos valores, críticas recaem sobre a gestão do governador Marcos Rocha, apontado por não aderir a medidas propostas pelo governo federal para conter o avanço do diesel no estado.
Segundo relatos de consumidores, mesmo sem mudanças recentes que justificassem aumentos imediatos, postos vêm reajustando os preços de forma considerada excessiva, o que pressiona diretamente setores estratégicos como o agronegócio e o comércio local.
Canal de denúncia é reforçado
Diante do cenário, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis passou a reforçar os canais de denúncia para consumidores que identificarem possíveis práticas abusivas. O órgão federal orienta que aumentos repentinos e desproporcionais podem ser indício de irregularidade.
A população pode registrar reclamações por meio do telefone: 0800 970 0267. A campanha da ANP é direta: “Viu um aumento excessivo e repentino? Denuncie.”
Pressão externa e política de preços
O cenário ocorre em meio a instabilidades no mercado internacional de petróleo, influenciado por conflitos geopolíticos recentes, como a guerra no Oriente Médio. Ainda assim, a Petrobras não repassa automaticamente essas variações ao mercado interno, adotando critérios próprios para definição de preços.
O governo federal afirma ter adotado medidas para conter repasses abruptos e evitar impactos diretos ao consumidor final.
Impacto direto na economia local
Em Rondônia, o efeito é imediato. O aumento do diesel encarece o transporte de cargas, impacta o custo de produção agrícola e pressiona os preços finais ao consumidor. Pequenos empresários, população em geral e o agronegócio estão entre os mais afetados.
Fiscalização sob pressão
Apesar das denúncias, há percepção de baixa atuação dos órgãos fiscalizadores no estado, o que amplia a sensação de impunidade e descontrole no mercado local de combustíveis.