Data religiosa é marcada por reflexão, mas também por reclamações sobre aumento no preço de peixes e chocolates na capital
Foto: Miro Costa
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A Sexta-feira Santa, uma das datas mais importantes do calendário cristão, é tradicionalmente marcada por fé, silêncio e reflexão. Em Porto Velho, muitos fiéis mantêm costumes como o jejum e a substituição da carne vermelha por peixes, em respeito ao significado religioso que relembra a crucificação de Jesus Cristo.
No entanto, neste ano, o momento de espiritualidade vem acompanhado de um sentimento crescente de insatisfação. O aumento expressivo nos preços de produtos típicos da Semana Santa, como ovos de Páscoa e pescados, tem impactado diretamente o orçamento das famílias.
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Um levantamento realizado pelo jornalista Miro Costa nesta quinta-feira (2) de abril, em supermercados da capital, apontou uma alta significativa nos valores em comparação ao ano passado. “Os preços estão altíssimos, e a diferença em relação a 2025 é absurda”, relatou.
A situação é percebida por consumidores de diferentes perfis. Maurício Cezar, de 61 anos, lamenta a dificuldade em manter a tradição. “A Páscoa deveria ser um momento de alegria para as crianças, mas estamos enfrentando dificuldades. Os preços subiram muito, e isso nos obriga a restringir as compras. Estamos pesquisando em vários lugares, mas tudo continua caro”, afirmou.

Maurício Cezar lamenta os preços dos produtos tradicionais
Já Maria Iraneide P. Silva, de 60 anos, relata valores que chamaram atenção nas prateleiras. “Encontrei ovo de 150 gramas por quase 100 reais, outros menores por mais de 70. O bacalhau também está muito caro, chegando a quase 200 reais o quilo. É um absurdo, falta fiscalização”, criticou.
Além da Sexta-feira Santa, a semana é marcada por outras celebrações importantes, como a Quinta-feira Santa — também conhecida como Quinta-feira da Ceia do Senhor — que recorda momentos fundamentais da fé cristã, como o Lava-pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos, marcando o início do Tríduo Pascal.

Diante do cenário, consumidores reforçam o apelo por mais equilíbrio nos preços e maior atenção dos órgãos de fiscalização. Enquanto isso, famílias seguem tentando preservar as tradições religiosas, mesmo diante das dificuldades.
A expectativa dos rondonienses é que, nos próximos anos, a Semana Santa volte a ser vivida com mais tranquilidade, permitindo que fé e tradição caminhem lado a lado com condições mais justas para o consumidor.

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