Um estudo recente divulgado por pesquisadores da área de comportamento social afirma que, em determinados contextos, as mulheres apresentam índices de infidelidade superiores aos dos homens. O levantamento, baseado em entrevistas confidenciais, aplicativos de relacionamento e análises estatísticas de relacionamentos, tem dividido opiniões.
De acordo com os dados, mulheres relataram com maior frequência envolvimentos extraconjugais, especialmente em relações marcadas por insatisfação emocional, falta de diálogo e ausência de apoio afetivo. Os pesquisadores destacam que, diferentemente dos homens, cuja infidelidade costuma ser associada a fatores impulsivos ou sexuais, a traição feminina aparece mais ligada a questões emocionais e à busca por validação.
O estudo também aponta que mudanças sociais, maior independência financeira e transformação dos papéis de gênero contribuíram para alterar padrões tradicionais de comportamento, tornando as mulheres mais propensas a romper limites antes considerados exclusivos do universo masculino.
Especialistas ouvidos ressaltam que os resultados não devem ser interpretados de forma isolada ou generalizante. Segundo eles, a infidelidade é um fenômeno complexo, influenciado por fatores culturais, psicológicos e individuais, e não pode ser reduzido apenas a uma disputa entre gêneros.
Mesmo assim, a pesquisa reacende um debate antigo e sensível sobre fidelidade, expectativas nos relacionamentos e a necessidade de diálogo mais aberto sobre desejos, frustrações e limites dentro da vida a dois.