Agricultores com pequenas propriedades rurais nos setores Portochuelo e Aliança, região do Baixo Madeira, em Porto Velho, reclamam da utilização de avião agrícola para aplicação de agrotóxicos em fazendas de soja ao longo da estrada da Penal (RO-005). Alegam que o veneno espalha causando irritação nos olhos e ardência na respiração.
A região possui diversos igarapés que correm pelas propriedades e a pulverização área pode aumentar a contaminação dessas fontes de água. Um agricultor reclamou que em sua propriedade muitas plantas secaram devido a dispersão do agrotóxico numa fazenda ao lado. “O vento bate e isso voa longe. Está morrendo tudo que é planta por aqui”, lamentou.
O veneno aplicado em momento de vento forte acabam chegando nas propriedades vizinhas e afetando as plantações. Outra problema é que no momento da manobra de retorno, mesmo desligando o pulverizador, o agrotóxico acaba sendo dispersado pelo vácuo chegando nas lavouras vizinhas.
Qual a regra?
A normatização de boas práticas recomenda que a aplicação de agrotóxicos com avião precisa respeitar o limite em que a temperatura esteja abaixo de 30 graus, umidade acima de 50% e velocidade média do vento entre 3 a 10km/h.
Outra observação é que as aeronaves agrícolas que contenham produtos químicos ficam proibidos de sobrevoar áreas povoadas, moradias e agrupamentos humanos, a não ser nos casos de controle de vetores.