SALGADO: Valor da cesta básica sobe 14,68% em Porto Velho, destaca pesquisa

A análise verifica vários gêneros alimentícios básicos, que vão além de cestas prontas vendidas em supermercados e mercados

SALGADO: Valor da cesta básica sobe 14,68% em Porto Velho, destaca pesquisa

Foto: Divulgação

Conforme matéria divulgada na semana passada pelo Rondoniaovivo, com o título “Redução de preços de combustíveis não vai deixar alimentos mais baratos”, a pesquisa do Programa de Educação Tutorial (PET), do curso de Economia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), aponta forte alta no valor da cesta básica em Porto Velho em um ano.

 

Segundo o levantamento, nos últimos 12 meses houve um aumento nos preços de 14,68%. A cesta custa 14,7% a mais do que em julho de 2021. Somente nos primeiros sete meses do ano houve um aumento de 3,36%.

 

Por outro lado, de acordo com o levantamento, o valor da cesta básica em julho ficou em R$ 546,33. Uma redução de 1,06% na comparação com o mês de junho, quando custava R$ 552,21. Uma pequena diferença de R$ 5,88.

 

Lembrando que a UNIR analisa vários gêneros alimentícios que estão fora daquelas cestas prontas vendidas em supermercados e mercados da cidade.

 

Detalhes

 

Dos 12 produtos pesquisados, cinco apresentaram aumento de preço em julho quando comparado com junho: farinha (16,75%), leite (13,93%), carne (3,69%), pão (3,36%) e café 1,32%).

 

Por outro lado, outros sete tiveram queda no sétimo mês do ano: tomate (- 17,65%), açúcar (- 12,31%), banana (- 7,43%), arroz (- 5,86%), óleo (- 4,87%), manteiga (- 1,44%) e feijão (- 0,46%).

 

“As quedas nos preços dos alimentos refletem sazonalidades comuns na época para alguns produtos como o tomate. Além disso, os preços mundiais dos alimentos tiveram queda no mês de julho, refletindo uma tendência mundial para o período. Os principais produtos que tiveram queda no preço no mundo foram os cereais e óleos vegetais. No caso do tomate, que tem grande peso na média do preço da cesta básica, o preço caiu devido ao maior ritmo de maturação dos produtos em época de temperaturas altas”, detalha o professor da UNIR e coordenador da pesquisa, Jonas Cardoso.

 

E segue: “Mas o leite ainda continua caro devido aos preços dos insumos de produção e a carne retornou a tendência de alta com a retomada de demanda após três meses de queda no preço”.

 

 

Apesar da pequena queda de parte dos itens essenciais da cesta básica, o pesquisador aponta que os preços podem voltar a subir nos próximos meses, devido aos preços internacionais.

 

“A queda no preço do açúcar também está relacionada com o aumento da oferta mundial do produto devido ao aumento da produção na Índia. Como estamos falando de commodities, bens que são comercializados em grande escala entre países, quando o preço mundial tem variação, os preços internos também variam”, comentou Jonas.

 

Vilões do bolso

 

O peso no bolso fica ainda mais claro quando analisamos os reajustes dos valores dos alimentos entre julho do ano passado com julho deste ano.

 

O campeão disparado ainda é o pretinho preferido dos brasileiros: café (mais 71,18%). Na segunda posição, aquele que é um grande acompanhamento com o primeiro item: leite (+ 61,86). E na terceira posição, o óleo: 30,99% de aumento.

 

A lista do rombo no orçamento segue com farinha (25,95%), pão (22,78%), banana (21,9%), feijão (17,23%), manteiga (11,75%), açúcar (9,32%), tomate (5,29%) e carne (4,76%).

 

O único que tive queda em um ano de análise foi o arroz (- 19,41%).

 

A instituição apontou que os 12 produtos da que compõem a cesta básica são pesquisados em diversos estabelecimentos comerciais da cidade de Porto Velho.

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