INOVAÇÃO: Agências bancárias no Brasil irão fechar com os avanços recentes?

O especialista em inovação digital e coordenador de MBA do IPOG traz um diagnóstico deste panorama na atualidade.

INOVAÇÃO: Agências bancárias no Brasil irão fechar com os avanços recentes?

Foto: Divulgação

Não tem como negar que os avanços tecnológicos têm facilitado muito a vida das pessoas. Muitas ofertas do mundo digital, inclusive no setor financeiro e bancário brasileiro sempre foi considerado muito avançado e inovador, com rápida adoção de tecnologias, servindo inclusive como modelo internacional nas áreas de segurança cibernética, antifraude e serviços como autoatendimento.
 
 
Os bancos digitais e o pix são exemplos disso. Mas será que tanto avanço no digital acaba prejudicando os negócios no mundo físico? Convidamos o André Gildin, consultor em inovação e coordenador acadêmico do MBA de marketing, do clássico ao digital do IPOG para falar das tendências que esse mercado de inovação traz para o mundo financeiro.
 
 
A digitalização e o desenvolvimento de tecnologias possibilitaram facilidades, a chegada dos bancos ou plataformas de serviços financeiros digitais.
 
 
Quem não amou ter que mandar um dinheiro via pix para qualquer pessoa em qualquer instituição bancária e receber na mesma hora? Por outro lado, tanta mudança altera hábitos de consumo da população que prefere acesso virtual e maior comodidade à ter que ir pessoalmente nas agências.
 
 
Como consequência, há uma redução da demanda por serviços offline/físicos e, portanto, uma aceleração natural no fechamento de agências bancárias em todo o Brasil.
 
 
Gildin aponta que neste contexto também existe o efeito da maior concorrência com os grandes bancos tradicionais “acaba sendo um desafio maior na manutenção de suas margens e, portanto, um olhar mais cuidadoso para seus custos operacionais, alimentando ainda mais o movimento de fechamento das agências”, declara.
 
 
E relata que existem algumas dificuldades na total digitalização, já que o contexto brasileiro ainda coloca uma barreira grande na adoção de serviços puramente digitais, pois existem 30% de “desbancarizados” que equivale a 1/3 da população brasileira que não tem acesso a conta bancária e serviços financeiros.
 
 
E que outra barreira é o acesso a internet móvel e na residência. Com a expansão do 4G e 5G e um barateamento nos aparelhos de serviços, esta barreira tende a cair com o tempo, mas no curto espaço ainda será um desafio para a expansão dos serviços digitais. 
 
 
O consultor de inovação ainda explica que a tendência é as agências seguirem dois caminhos. Um deles é manter agências menores, mas ainda capitalizadas, servindo como o principal local para o consumo de serviços financeiros para a população que não tem acesso ou conhecimento para usar serviços digitais.
 
 
Um segundo caminho, pode ser os das "agências boutiques”, muito parecido com o movimento de omnicanalidade do varejo, ou seja, poucas agências com serviços especializados que combinam com serviços digitais.
 
 
De qualquer maneira, a tendência é haver ainda mais uma diminuição do número de agências no longo prazo, e um alcance ainda maior de acesso e serviços digitais no país. Neste ponto, as fintechs têm fixado sua bandeira e marcando território que vieram para ficar. E ainda tem um espaço enorme para expandir seus serviços no Brasil, pois tem caído no gosto do brasileiro.
 
 
A tendência é que Open Banking/open Finance colabore com a expansão de serviços digitais e com isso uma maior proliferação de fintechs focadas em determinados serviços, como crédito, financiamento, seguros e investimentos mais elaborados. 
 
 
Mas o Brasil é um país bastante diverso e com uma população com diferentes níveis de conhecimento e acesso a tecnologia e serviços digitais.
 
 
Por um lado, os apaixonados por tecnologia por outro uma população grande de idosos que não tiveram a oportunidade de aprender estas novas formas de acesso e continuam a usar os serviços tradicionais de agências físicas. A questão da informalidade da economia e a proporção de desbancarizados também são fatores que impõe desafios para a expansão dos serviços financeiros no Brasil.
 
 
Segundo Gildin, apesar dessa divergência de conhecimento tecnológico, não há como negar que existem inúmeras vantagens e desvantagens na digitalização financeira.
 
 
A primeira das vantagens é a expansão dos serviços financeiros para os que ainda não têm acesso ou não possuem contas com serviços mais avançados.
 
 
Com o uso do PIX, as transações são mais facilitadas. E segunda é a maior customização de serviços financeiros de acordo com as características e comportamento de cada pessoa, com possibilidade de maiores retornos e menores taxas.
 
 
Como desvantagens, é notório as muitas tentativas de fraudes e golpes, principalmente para os menos favorecidos e com menor conhecimento de serviços digitais.
 
 
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