PERIGO: Doença da urina preta já afeta Pará e Amazonas; RO não tem registros

Os dois estados têm muitos casos da doença relacionada ao consumo de peixes nativos (e não de cativeiro) como o tambaqui e crustáceos, como camarão

PERIGO: Doença da urina preta já afeta Pará e Amazonas; RO não tem registros

Foto: Divulgação

Dois estados próximos a Rondônia: Amazonas e Pará têm registros de casos da síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta. 
 
A doença - que deixa a urina com coloração escura, provoca dores musculares e insuficiência renal, de duas a 24 horas após consumir peixes ou crustáceos. Além de AM e PA, ainda teve diagnósticos na Bahia e no Ceará.
 
Segundo o Ministério da Saúde, a doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes de rios como o tambaqui ou em crustáceos, como a lagosta e o camarão. Caso os produtos sejam de cativeiros, o risco de contaminação é zero.
 
Como ela é pouco conhecida, acredita-se que esses animais possam ter se alimentado de algas com certos tipos de toxinas que, consumidas pelo ser humano, provocam os sintomas. Mas, a toxina, sem cheiro e sem sabor, surge quando o peixe não é guardado e acondicionado de maneira adequada.
 
O quadro descrito nos pacientes graves é compatível com a rabdmiólise, doença que destrói as fibras que compõem os músculos do corpo. Quando associada ao consumo de peixes, a síndrome é conhecida como doença de Haff.
 
Proximidade
 
O Amazonas registrou 61 casos da doença da urina preta em 10 municípios do estado. Uma mulher de 51 anos morreu em Itacoatiara (a cerca de 270 km de Manaus).
 
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou que essa é a terceira vez que ocorrem surtos de doença da urina preta no Amazonas. O primeiro foi em 2008, com 27 casos nas cidades de Manaus e Careiro. Nenhuma morte foi registrada. 
 
O segundo foi em 2015, com 74 casos registrados em Manaus, Itacoatiara, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, Autazes e Urucurituba, também sem mortes.
 
Três casos suspeitos da Doença de Haff são investigados no Pará. A maioria deles têm se concentrado na região do baixo Amazonas, que encontra-se no período de estiagem, quando há redução do volume na renovação da água nos ambientes naturais permitindo a proliferação de algas, o que pode ter propiciado a aparição da toxina.
 
Ações
 
O Rondoniaovivo entrou em contato com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesau), que informou por meio de nota, que “os peixes produzidos em Rondônia, que tem na espécie tambaqui seu carro chefe, são cultivados com base na sustentabilidade, em sistema de produção semi-intensivo”.
 
O texto ainda explica que “o Estado disponibiliza aos piscicultores familiares suporte de laboratórios móveis, por meio do Programa Peixe Saudável, com assistência técnica especializada para capacitar os piscicultores no que se refere às Boas Práticas de manejo na piscicultura, para assegurar a qualidade dos nossos peixes”
 
Ressalta “que todo o pescado destinado ao II Festival Nacional do Tambaqui da Amazônia foi processado em indústrias com o rigoroso serviço de Inspeção Federal (S.I.F.) que atesta a qualidade higiênica sanitária do nosso tambaqui a ser disponibilizado para o consumo da população. Portanto, é com toda a segurança que afirmamos: O TAMBAQUI DE RONDÔNIA É SAUDÁVEL! COMA MAIS PEIXE!”.
 
Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) informou por meio de nota que “O Governo de Rondônia não registrou até o momento nenhum caso da doença de Haff, conhecida como ‘doença da urina preta’. 
 
Também destacou que “o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs/Agevisa) vem monitorando diariamente todos os rumores e eventos inusitados no estado relacionados aos sinais e sintomas compatíveis com a doença, tendo em vista que existem outros agravos com a mesma sintomatologia”.
 
Já a Idaron (Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia) salientou “que o risco de introdução da doença no mercado interno, por importação do pescado, é zero, uma vez que o estado se consolida como um grande polo exportador e tudo que é consumido, no que se refere a peixe, é produzido na própria região”.
 
Para garantir a qualidade do alimento que chega à mesa do consumidor, a Agência Idaron informou que “mantém um rigoroso trabalho de inspeção desenvolvido diariamente, nos estabelecimentos que processam pescados, através do Serviço de Inspeção Estadual – SIE/RO”. 
 
De acordo com a Agência, Rondônia possui dois estabelecimentos registrados no SIE. 
 
“Isso significa que o pescado inspecionado pode ser comercializado em todo território estadual, garantindo ao consumidor um produto de excelente qualidade, bem como os pescados que são processados em estabelecimentos que possuem o Serviço de Inspeção Municipal ou Serviço de Inspeção Federal – SIF”.
 
A Idaron ressaltou “a importância do consumo do pescado inspecionado pelo órgão oficial, pois são produtos que possibilitam a rastreabilidade de sua origem, o que os tornam seguros para serem consumidos”.
 
Tratamento e prevenção
 
O Ministério da Saúde destaca que a hidratação é “fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina”. Em casos mais graves, pode ser preciso fazer hemodiálise.
 
Na maioria das vezes, o quadro costuma evoluir bem, mas há risco de morte, especialmente em pessoas com comorbidades. O indicado é procurar ajuda logo após o aparecimento dos primeiros sintomas para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.
 
Não há nada específico que possa ser feito para evitar a enfermidade. Não existem formas de identificar a toxina: ela não tem cheiro, gosto ou cor e não desaparece após o cozimento da carne. A indicação é reduzir o consumo de peixes ou comprá-los em locais onde se conhece o processo de transporte e guarda.
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