SEM RESPOSTA: Assessora do Governo de RO bloqueia reportagem e promove ‘Lei do Silêncio’

O “gelo” nas equipes de reportagem que buscam informações dentro do Governo Estadual vem se tornando um procedimento comum nessa atual gestão

SEM RESPOSTA: Assessora do Governo de RO bloqueia reportagem e promove ‘Lei do Silêncio’

Foto: Divulgação | Superintendente Gilvan Pereira e o governador Marcos Rocha (sem partido)

A Lei Federal n° 12.527, de 18 de novembro de 2011, diz que todo em qualquer órgão público tem o dever de passar informações para a imprensa. Mas isso não está sendo feito pela assessoria de comunicação da Superintendência Estadual de Turismo (Setur).
 
O repórter João Vitor Muniz, do Rondoniaovivo, fez questionamentos à assessoria da Setur, sobre o Famtour, projeto de divulgação do turismo rondoniense. Ele pretendia saber quais os meios adotados pela pasta para a seleção de influenciadores que foram convidados para anunciar a ação.
 
Porém, quando o repórter questionou a assessora de comunicação sobre o chamamento, o contato foi bloqueado no WhatsApp, impedindo o acesso à informação.
 
A pergunta era para saber quais os critérios adotados pela Setur para selecionar os influenciadores.
 
A iniciativa da secretaria escolheu 17 influenciadores digitais para divulgar os pontos turísticos de Porto Velho e Candeias do Jamari. O superintende da pasta, Gilvan Pereira, afirmou que o governo adotou medidas técnicas para selecionar o grupo, abrindo um edital de chamamento público para a seleção.
 
Dificudades na busca por informações
 
Desde os primeiros questionamentos, a reportagem está tendo dificuldades para entrar em contato com a assessoria. A primeira abordagem foi feita na última quarta-feira (14), por volta das 15h da tarde, mas a assessora respondeu somente no início da noite.
 
O “gelo” nas equipes de reportagem que buscam informações dentro do Governo Estadual vem se tornando um procedimento comum nessa atual gestão. 
 
A reportagem continuou com os questionamentos na quinta-feira (15), mas não também não houve resposta. Nesta sexta-feira (16), novamente a equipe entrou em contato e perguntou sobre o processo de chamamento. 
 
Porém, quando o repórter questionou a assessora de comunicação, ela respondeu: "o chamamento está no site da SUPEL", e contato com o repórer foi bloqueado no WhatsApp, impedindo o acesso à informação. A reportagem procurou o documento na página da Supel, mas não encontrou nada.
 
A assessora, como ela mesmo se apresentou, não é da área de comunicação. Ela é chefe do Núcleo de Ações Turísticas do Estado, e tentou barrar a busca por informações, talvez por uma possível leiguice na área de comunicação. A servidora comissionada recebe em torno de R$ 5.411,64, conforme indica o Portal da Transparência do Governo de Rondônia.
Direito ao esquecimento

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