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EM BALNEÁRIOS: Com aumento de mortes, Governo reforça cumprimento de decreto

A Polícia Militar é responsável pela fiscalização nos balneários e alerta sobre o cumprimento das medidas de proteção à vida, conforme decreto de calamidade pública, nesse período de pandemia

GOVERNO DE RO

10 de Setembro de 2020 às 14:54

Foto: Arquivo Secom

Aumentou o registro do número de mortes por afogamento em balneários em Rondônia. Os Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia apontam que de janeiro a setembro de 2019, 41 casos foram notificados. Em 2020, 53 pessoas já morreram afogadas desde janeiro, 30% a mais que no mesmo período do ano passado. A Polícia Militar é responsável pela fiscalização nos balneários e alerta sobre o cumprimento das medidas de proteção à vida, conforme decreto de calamidade pública, nesse período de pandemia.
 
“Infelizmente, são inúmeros os casos de mortes por afogamento em todo o Estado, principalmente no período de estiagem (nos meses de junho, julho, agosto e setembro), em que ocorrem a seca dos rios e a formação de praias nas margens (o que atrai os banhistas), assim como a formação de bancos de areia, que dão uma falsa impressão de que o local é raso”, garante o major Clivton Rodrigo Carvalho Reis, comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS).
 
A terceira fase do decreto vigente, por meio da Portaria n° 18, proíbe diversas atividades, entre elas:
 
a) casas de show, bares e boates;
b) reuniões com mais de dez pessoas;
c) cinemas e teatros;
d) balneários e clubes recreativos;
e) cursos e afins para pessoas com menos de 18 anos;
f) cursos profissionalizantes e capacitações em instituições públicas;
g) cursos e afins com mais de 16 pessoas;
h) atividades desportivas que envolvam o confronto de equipes e atividades coletivas de todas as modalidades, na forma amadora.
 
Podendo abrir com moderação, ou seletivamente, o comércio no Estado de Rondônia.
 
FISCALIZAÇÃO
 
A Polícia Militar de Rondônia tem como objetivo colocar em prática a fiscalização do decreto governamental de calamidade pública, decretada pelo Governo do Estado e repreender quem não obedece as regras, se fazendo presente diante de denúncias.
 
“O trabalho da Polícia Militar funciona de maneira a captar as denúncias de estabelecimentos irregulares abertos quanto à aglomeração de pessoas, se verificar como esse tipo de irregularidade, que no caso aqui são os balneários, há então a lavratura do termo circunstanciado de ocorrência contra o responsável, que descumpriu o decreto, bem como também as pessoas que estão participando do evento, que estão se aglomerando, então, a Polícia Militar tem executado desta forma o papel de fiscalização nos balneários”, explica o capitão PM Alex Carvalho de Miranda.
 
“Além do policiamento ostensivo geral, a nossa tropa tem também atendido a essa questão da fiscalização do cumprimento do decreto, lembrando que o policial militar é um ser humano também e estão sujeitos a se contaminarem com a Covid-19, como eu também, já lutei contra a doença, vários policias já foram contaminados, passaram o período de quarentena e retornam para as atividades”, disse o subcomandante-geral da Policia Militar de Rondônia, coronel PM Plínio Sérgio Cavalcanti.
 
O Disk 190 é o número onde as denúncias de descumprimento do decreto podem estar sendo feitas.
 
PRINCIPAIS RIOS
 
As regiões dos rios com maiores incidências de casos por afogamentos no Estado, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, são os da região do rio Madeira, no entorno de Porto Velho; Região do rio do Jamari, no entorno de Ariquemes; e região do rio Machado, no entorno de Ji-Paraná.
 
PRINCIPAIS FATORES
 
A desatenção com crianças, ingestão de bebidas alcoólicas, não utilização de colete salva vidas, excesso de confiança, e a formação de bancos de areia são os principais fatores que potencializam o aumento de tragédias em rios e balneários, segundo o major Clivton. “Não sabemos identificar ainda a que se deve esse aumento em casos de mortes neste ano”, e complementa que em casos de acidentes, o ideal é que o cidadão ligue na Central de Atendimento 193 do Corpo de Bombeiros ou 192, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Com água não se brinca, temos que ter vigilância e atenção constante”, finaliza.
 
DICAS DE SEGURANÇA
 
1 – Nunca deixar uma criança sozinha, sem a supervisão de um adulto. Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso.
 
2 – Não entrar na água após ingerir bebidas alcoólicas e comer demasiadamente.
 
3 – Se não souber nadar, evite entrar na água, mas se entrar, procure tomar banho próximo de guarda-vidas ou postos de salvamento e mantenha-se sempre próximo da margem.
 
4 – Quando observar alguém precisando de ajuda, procure um guarda-vidas ou um material flutuante para jogar até a pessoa, pois as pessoas inabilitadas para salvamento, geralmente morrem afogadas também.
 
5 – Respeite as placas de advertência, que indicam os locais perigosos.
 
6 – Evite entrada brusca nas águas após longa exposição ao sol, o risco de choque térmico e desmaio são grandes.
 
7 – O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos, boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, podem estourar ou virar a qualquer momento;
 
8 – Crianças e adolescentes devem ser alertados sobre os riscos das águas, antes de começar o passeio.
 
9 – Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com água, seja um balde, bacia, banheira e piscina infantil, por isso depois do uso, mantenha-os vazios e virados para baixo, mantenha a tampa do vaso sanitário baixada, assim como a porta do banheiro, da lavanderia, das cisternas e outros locais de armazenamento de água sempre trancados.
 
10 – Piscinas devem ser protegidas com cercas ou capas, que garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
 
11 – Grite por socorro se você perceber que irá se afogar, ou se não estiver se sentindo bem, não tenha vergonha;
 
12 – Quando estiver nadando, não lute contra a correnteza, nade no sentido diagonal.
 
13 – Exija guarda vidas nos balneários e piscinas para garantir a sua segurança e de sua família.
Direito ao esquecimento

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