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RESULTADO: Projeto reduz drasticamente índice de gravidez na adolescência em Porto Velho

A principal causa de morte de meninas adolescentes é a materna

DA REDAÇÃO - João Paulo Prudêncio

16 de Dezembro de 2019 às 17:21

Foto: Divulgação

Iniciado no ano de 2006 na Maternidade Municipal Mãe Esperança em Porto Velho, o projeto “De Novo Não” surgiu da constatação de que mais de 30% dos partos realizados naquela maternidade pública eram de adolescentes que na maioria das vezes engravidavam novamente.

 

De acordo com a presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Rondônia, Ida Peréa, a ideia do projeto foi reduzir esses índices e a partir de sua implantação houve um intenso trabalho de ações de planejamento reprodutivo que vem reduzindo significativamente esses dados, chegando, na última década, a uma redução de 32,35% nos partos de adolescentes na capital de Rondônia.

 

“A partir do ano de 2017 foi incluído além do DIU, o implante contraceptivo chamado implanon que protege de gravidez por até 3 anos. Lamentavelmente desde de junho desse ano, esses dispositivos que eram disponibilizados pelo Governo do Estado deixaram de ser distribuídos, o que é uma pena pois este implante assim como o DIU pode ser usados imediatamente após o parto”, afirmou Ida Peréa.

 

Ida Peréa,  presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Rondônia - ASSOGIRO.

 

 

A prefeitura de Porto Velho se prontificou a adquirir o material anticoncepcional que deixou de ser fornecido pelo Governo do Estado.

 

É importante sempre ter em mente que a principal causa de morte de meninas adolescentes são as complicações da gravidez e do parto, ou seja, morte materna. A meta brasil do objetivo do desenvolvimento sustentável é 30/100.000 e hoje a razão de morte materna é 65/100.000, ou seja, mais que o dobro.

 

Segundo a presidente da ASSOGIRO, a organização mundial da saúde considera que reduzir a gravidez na adolescência é a maneira mais eficaz de evitar a morte nesta faixa etária, além de garantir que elas continuem na escola e possam ter um futuro mais promissor.

 

Por esse motivo existe essa mobilização para que o projeto persista E seja ampliado.

 

“Nós médicos ginecologistas estamos fazendo a nossa parte para evitar que historias tristes continuem se repetindo com nossos jovens”, finalizou a médica Ilda Peréa.

 

Conheça mais sobre o trabalho do projeto através da página no Facebook (CLIQUE AQUI).

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