Mulher apanhava todos os dias e era obrigada a se vestir como homem

. O marido utilizava uma chave de fenda para bater na companheira e dava mordidas animalescas nela e nas crianças que ficavam as marcas de todos os dentes do agressor.

Mulher apanhava todos os dias e era obrigada a se vestir como homem

Foto: Divulgação

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Um caso de violência doméstica, cárcere privado e humilhações contra uma mulher de 31 anos e seus três filhos, foram registrados na sexta-feira, 05, no município de Vale do Paraíso.

A vítima Rutileia que juntamente com três filhos, o mais velho com 3 anos, e um casal de gêmeos de 2 anos de idade, sofriam constantes agressões do aposentado Agripino , com a mulher era casada aproximadamente 7 anos.

Mãe e filhos foram resgatados desse modo de vida pela Polícia Militar com apoio do Conselho Tutelar de Vale do Paraíso. Trazida para a Delegacia de Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste em um veículo do Conselho Tutelar, as vítimas terão mais segurança com as Medidas Protetivas das restrições judiciais que a Justiça deverá adotar, como a que impede Agripino de se aproximar da companheira.

A vítima apanhou pela última vez na tarde de quinta-feira, quando decidiu tomar coragem e denunciá-lo. O marido utilizava uma chave de fenda para bater na companheira e dava mordidas animalescas nela e nas crianças que ficavam as marcas de todos os dentes do agressor.

A mulher registrou em um celular as marcas da última surra, fotografou as mordidas e marcas deixadas nas crianças após as agressões e entregou no Cartório Criminal da Delegacia Civil em Ouro Preto do Oeste.

Como não foi pego em flagrante, o aposentado sequer foi preso; ele responderá em liberdade pela violência que praticava contra a própria família.

 

VESTIDA DE HOMEM

No depoimento prestado na delegacia de Ouro Preto do Oeste, a vítima do marido violento disse que era obrigada a sair nas ruas vestida como homem, usando calça, camisa de manga comprida, boné virado para trás e com os cabelos presos.

Uma agente do Conselho Tutelar de Vale do Paraíso disse que por isso estanhava o modo de se vestir de dona Rutileia, que quando saia às ruas de fato se parecia com um homem. Na delegacia, a vítima usava uma calça e cinto masculino.

A vítima acrescentou no depoimento que seu marido não a deixava sair de casa, e que também era proibida de conversar com vizinhos ou qualquer pessoa. Ela revelou que era privada até de fazer compras. Ela disse que vivia sob constantes ameaças de morte e que as promessas do marido eram dirigidas a ela e aos três filhos.

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