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Emater destaca maior e melhor produtor de tambaquis

“É uma criação abençoada. Não tem tristeza, os vizinhos ajudam sempre e todos trabalham felizes”. Foi exatamente com estas palavras que Rosemary Lourdes Armond Moreira, esposa do aquicultor Leôncio Buzeli Moreira, se expressou sobre o que tem sido trabalh

Da Redação

25 de Março de 2011 às 16:19

Foto: Divulgação

“É uma criação abençoada. Não tem tristeza, os vizinhos ajudam sempre e todos trabalham felizes”. Foi exatamente com estas palavras que Rosemary Lourdes Armond Moreira, esposa do aquicultor Leôncio Buzeli Moreira, se expressou sobre o que tem sido trabalhar com a criação de tambaquis na propriedade da família, localizada no setor rural de Mirante da Serra. Na última despesca a família Buzeli, que é formada por um casal e duas filhas, negociou os 7.973 quilos de peixe produzidos nos 3.140 metros quadrados de tanques a um preço médio de R$ 3,80 o quilo. “Hoje já estou com toda a minha próxima produção praticamente vendida, podendo escolher com quem negociar”, afirmou Leôncio.
Todo este sucesso se atribui a muita dedicação e foi reconhecido em nível estadual durante evento realizado pela Emater no último mês de fevereiro, em Porto Velho, durante a visita da Ministra da Pesca e Aquicultura Ideli Salvati, à capital rondoniense. A Emater reconheceu como sendo Leôncio o produtor que conseguiu o maior e melhor resultado na produção de quilos de tambaquis por metro quadrado de tanque no Estado de Rondônia.
“No período de aproximadamente um ano técnicos da Emater estiveram acompanhado a nossa produção e constataram que o resultado é muito superior a média da produção do Estado, que atualmente gira em torno de um quilo por metro quadrado de tanque, a uma conversão de 1,8 quilo de ração por quilo de carne produzida. O nosso resultado foi de 2,6 quilos por metro quadrado, e uma conversão de 1,47 quilos de ração. Ou seja, em um espaço muito menor que os outros e com baixo consumo de ração conseguimos uma produtividade altíssima, o que significa muito mais lucro”, explicou Leôncio.
O revendedor da Bigsal que atende a propriedade do senhor Leôncio, James Carlos da Silva Gomes, afirmou que a melhora da produção começou a aparecer há cerca de dois anos, após algumas mudanças implantadas no manejo dos tambaquis.
“Procuramos estar sempre informados com o que há de mais atual em relação à produção de peixes e realizamos então algumas mudanças. A principal delas foi quanto à qualidade da água. Analisamos a água utilizada nos tanques, adequamos em relação à quantidade ideal de calcário e adubos, para que pudéssemos controlar a acidez, coloração e quantidade de algas, que também serve de alimentação para os peixes. Completando tudo isso oferecemos a ração ideal para cada fase da criação, que é produzida pela Bigsal. Os números apresentados são incontestáveis e surpreendentes”, afirmou James.
Etapas da produção
Segundo Leôncio, a produção se divide em três etapas distintas: alevinos, juvenil e engorda. Para cada fase um tanque diferente, bem como ração adequada. Não é necessário um grande número de pessoas para o manejo, inclusive as mulheres da família também se envolvem no processo. São 12 meses de criação até a despesca. Nesse tempo são realizadas mudanças de tanque de acordo com o desenvolvimento dos peixes.
“É sempre uma festa cada vez que manuseamos os peixes. Tanto ajudamos nas propriedades vizinhas quanto somos ajudados. Para a despesca necessitamos, em média, de 20 pessoas. Para as mudanças de tanque o número é menor. Todos ajudam”, comentou Rosemary.
O controle de cada tanque, que é feito por amostragem e documentado, é realizado mensalmente.
“Pescamos 10 peixes de cada tanque, pesamos e ajustamos a ração. Hoje temos peixes juvenis com peso e tamanho de adulto”, comentou Leôncio.
Apoio à produção
Mesmo com este sucesso e mercado garantido, pois toda a produção é comercializada para Manaus, Leôncio afirma que ainda há muito a melhorar.
“Atualmente a Emater tem um técnico para cada 400 produtores, quando o ideal seria de um para 50. São poucos os projetos nesta área. Na minha propriedade recebi apenas o incentivo do Pró Peixe, onde pagamos pela hora máquina R$ 90 reais, quando o normal é R$ 220. Se a Ministra da Pesca fizer um terço do que prometeu já ficamos satisfeitos”, salientou o produtor.
A região de Mirante da Serra só perde para Ariquemes, que é a maior produtora de peixes de Rondônia, em quantidade de produção por propriedade, mas concentra a maior quantidade de produtores do Estado. 
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