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Fecomércio e Sitracom não chegam a acordo e salário do comerciário pode ser prejudicado

Fecomércio e Sitracom não chegam a acordo e salário do comerciário pode ser prejudicado

Da Redação

25 de Março de 2009 às 17:27

Foto: Divulgação

Terminou sem acordo a rodada de  negociação da convenção coletiva de trabalho firmada entre a Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo - Fecomércio,  e seus sindicatos filiados, com os Sindicato dos Trabalhadores do Comércio do Interior - Sitracon, realizada nesta terça-feira, 24,  no município de Vilhena. A proposta da convenção, com 78 cláusulas acabou prejudicada por falta de entendimento entre as partes visto que o sindicato dos empregados se mostrou irredutível na exigência de um salário base com uma correção de 12% equivalente a um reajuste de 250,00 sobre o piso atual que é de 450,00, que elevaria   o salário para o valor de R$-700,00.

 

O posicionamento do Sitracom acabou prejudicando dezenas de outros ganhos que já haviam sido concedidos pela Fecomércio aos trabalhadores. Desta forma, toda a contra-proposta apresentada pelos empregadores foi retirada  e uma nova rodada, marcada para o dia 09 de Abril, em Porto Velho, deverá ser retomada.

 

Para a comissão de negociação dos empresários, a proposta do sindicato dos comerciários foi considerada “absurda” diante da grave crise se apresenta hoje na economia mundial com reflexos nada animadores para o Brasil.  Os empresários defendem que o representante dos trabalhadores deveria agir com bom senso e entender que o momento não é de pressão.        “Devemos todos procurar meios sustentáveis para se manter as empresas funcionando e, com isso, garantir os empregos dos trabalhadores”, disse o presidente da Fecomércio Francisco Linhares.

 

Outro ponto bastante polemico da negociação foi a cláusula em que o Sitracom pede uma contribuição negocial, que deveria ser paga pelos empresários em favor do sindicato, valor de R$ 30,00 por empregado durante o ano. Esse montante, que numa somatória pelo menor parâmetro, acaba gerando uma receita acima dos 300 mil reais que seria utilizado a critério  da direção do sindicato sem que prove um  benefício direto para o trabalhador.

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