Sem uma resposta consistente à Pauta de Reivindicações 2007, entregue na SEDUC e no Gabinete do Governador em 14 de fevereiro, os trabalhadores em educação reunidos em assembléia estadual no início da tarde desta quarta-feira (25/04), decidiram aguardar até o dia 15 de maio por um pronunciamento do governo. A partir dessa data a categoria poderá deflagrar greve nas escolas estaduais.
Em relato feito à categoria durante a assembléia que teve a presença de representantes de todo o Estado, a presidente do Sintero, Claudir Mata, disse que nesse período os representantes da categoria já tiveram dois encontros com o secretário de estado da Educação, Edinaldo Lustoza e uma reunião com o secretário Chefe da Casa Civil, Juarez Jardim. No entanto, nada de concreto foi apresentado pelos representantes do governo durante as reuniões.
A pauta de reivindicações da categoria apresenta apenas cinco itens, que se forem atendidos, serão de grande importância para a valorização profissional dos trabalhadores em educação e para a melhoria da qualidade do ensino. São eles: reposição salarial (a categoria reivindica 45,67%, mas só no governo Cassol a defasagem acumulada é de 12%), unificação do Plano de Carreira (o texto do Projeto de Lei está pronto desde maio de 2006 e já foi discutido entre a categoria e o governo, faltando apenas ser enviado à Assembléia Legislativa), aumento do valor do auxílio saúde e a volta do benefício aos aposentados (em seis anos de existência o auxílio só teve um reajuste, e mesmo assim o governo retirou o auxílio dos aposentados), Gestão Democrática nas escolas e auxílio alimentação.
Durante a manifestação da Marcha Estadual em Defesa e Promoção da Educação, a direção do Sintero reiterou no Palácio do Governo a solicitação de audiência com o governador para discutir a pauta de reivindicações. Até o dia 15 de maio o sindicato, através das 11 Diretorias Regionais, percorrerá todas as escolas em todos os Municípios, chamando a categoria para uma paralisação geral, se não houver negociação até aquela data. Os trabalhadores em educação de todos os Municípios concordaram com o movimento.
*
VEJA TAMBÉM:
*
Convocação para participar do processo seletivo da aquisição de casas populares em Cacoal
*
Estado vai liberar mais de R$ 11 milhões em convênios com prefeituras