A investigação que busca localizar os proprietários de um site que está atacando a honra de moradores de Rondônia tem novos capítulos. Os marginais travestidos de jornalistas publicaram um anúncio na capa do jornal Diário da Amazônia, há cerca de 20 dias.
Por força de lei, a empresa jornalística teria que ter emitido nota fiscal para o “empresário” de comunicação para publicar o anuncio, mas a verdade é outra e deixa o jornal e seus diretores na condição de cúmplices dos crimes contra a honra praticada pelos estelionatários.
Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo de Tarso, o pedido de anúncio veio de Brasília, via telefone, num final de tarde. O pedido de inserção foi preenchido a mão, com o número 0008, no nome de Carlos Freitas da Silva, portador do CPF: 624.176.321-23 e endereço ADE, conjunto 24, lote 36, Águas Claras, Brasília – DF.
Acontece que todos estes dados são falsos.
Para o diretor comercial da empresa, o estelionatário, que o mesmo jura desconhecer a identidade, aplicou um golpe nos mesmos, já que, apesar de mais de 10 anos de experiência no ramo, deixaram-se ludibriar por um simples telefonema.
Questionado pela reportagem de qual o número que o farsante ligou, Tarso disse que era ligação com ID bloqueado, não podendo dizer qual aparelho fez a chamada. Ainda segundo o diretor, uma outra ligação de um telefone fixo oriunda de Brasília foi atendida pela empresa, porém, quando retornaram a chamada, caiu num orelhão de uma escola da capital federal. Tarso não soube informar qual o nome da escola. De acordo com Paulo de Tarso, como o marginal não depositou o dinheiro para pagamento do anúncio, o mesmo foi retirado das paginas do jornal.Tarso não explicou como um pessoa liga e pede um anúncio, e mesmo sem ter cadastro comercial aprovado, veincula a publicidade para pagar depois.
O diretor geral do grupo SGC de comunicação, empresário Sérgio Demoni, em conversa com a reportagem do
Rondoniaovivo disse que a publicidade do site clandestino, em forma de selo de capa, veio de uma agência de publicidade de Brasília, que capta anúncios na capital federal, desta forma, contradizendo o diretor comercial da empresa, Paulo de Tarso.
Informado que as alegações de Paulo de Tarso não eram iguais as suas, Sérgio Demoni disse que não sabe realmente como aconteceu o fato por estar viajando na época, deixando a responsabilidade para o diretor da empresa.
Uma funcionária do departamento comercial da empresa, de nome Ivanilse, disse por telefone para a reportagem que o anúncio tinha sido cobrado apenas seiscentos reais por mês, por se tratar de “gente do seu Acir”.
A contradição está presente nesta história. De qual e-mail foi enviado o anuncio de Brasília?
Cabe a Polícia Civil que está apurando o caso, intimar todos os citados na reportagem para prestarem esclarecimentos na delegacia que cuida do caso.
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