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Moradores da divisa entre Rondônia e Amazonas têm dúvida sobre onde moram

A divisa entre os Estados de Rondônia e Amazonas mais parece um labirinto. A confusão começa logo depois da balsa que atravessa o Rio Madeira em direção a BR 319. Os moradores de pelo menos dois municípios, Porto Velho e Canutama ? sul do Amazonas ? , qu

Da Redação

18 de Março de 2007 às 10:04

Foto: Divulgação

*A divisa entre os Estados de Rondônia e Amazonas mais parece um labirinto. A confusão começa logo depois da balsa que atravessa o Rio Madeira em direção a BR 319. Os moradores de pelo menos dois municípios, Porto Velho e Canutama ? sul do Amazonas ? , que estão nessa região sofrem sem saber a quem recorrer.

*Logo no km 4,5 da BR 319 que liga Porto Velho a Humaitá, a esquerda tem a estrada do ?Morrinhos Jatuarana? que dá acesso ao projeto de assentamento Joana Darc do INCRA. Uma parte está em Rondônia e a outra parte está no Amazonas. São vários ramais. Apenas, o Porto Seguro está totalmente em Porto Velho. Fica a cerca de 20 km da cachoeira do Teotônio no rio Madeira. Os outros, que ficam a direita, se alternam no labirinto da divisa. Dois quilômetros depois de entrar no Ramal Mucuim já é Amazonas. O mesmo acontece com o Ramal Santa Luzia. Já no Ramal do Brabo que fica entre os dois é preciso andar 4 km na estrada de chão para chegar à divisa com o Amazonas.

RONDÔNIA OU AMAZONAS

*Só quem mora na região ou os técnicos do INCRA, EMATER e SEDAM que trabalham na área conseguem identificar onde é Rondônia ou onde é Amazonas. Enoque Oliveira, técnico da EMATER explica que a divisa é definida pelo divisor de águas das bacias dos rios Madeira e Purus. Para encontrar o divisor de águas deve-se observar para onde correm os rios que cortam a região. Se for em direção a bacia do Purus que tem como afluente principal na região o Rio Mucuim é Amazonas. Já se as águas correrem em direção ao rio Jatuarana, principal afluente do rio Madeira é Rondônia.

RESPONSABILIDADES

*Definido isso, as estradas ficam sob responsabilidade dos seus respectivos governos, o que acaba trazendo transtornos. O sitiante Gerson Rondon possui uma propriedade no assentamento Joana Darc, mas como está na divisa do ramal do Mucuim acaba não sendo atendido nem por Rondônia, que diz não ter responsabilidade sobre a região, nem pelo Amazonas que alega falta de condições para chegar até a área. O morador reclama. "Eu não quero saber quem manda aqui, só quero estrada para escoar a produção". Da mesma forma produtores de outros ramais sofrem com a situação. A secretaria municipal de agricultura responsável pela recuperação de estradas vicinais alega que a prefeitura não dispõe de recursos para atender essas famílias que moram no Amazonas e joga a responsabilidade para o governo federal.

LABIRINTO BR 319

*Outra área de conflito é a própria BR 319. No trecho que vai do km 17 ao 130, a rodovia federal também sofre alteração por causa da divisa entre Rondônia e Amazonas. O resultado é que moradores do município de Canutama do Amazonas acabam recorrendo a Porto Velho. Muitos proprietários de terra no pequeno município moram na capital rondoniense. A maioria optou por ir para a região por causa do preço da terra que estava bem mais barato. Os lotes explorados ficam as margens da BR 319.

Direito ao esquecimento

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