FUTEBOL: Copa Libertadores virou um grande Brasil x Argentina?

FUTEBOL: Copa Libertadores virou um grande Brasil x Argentina?

Foto: Brasil e Argentina são os dois grandes vencedores dos últimos anos na Libertadores da América – Fonte: Flickr

Estudiantes de la Plata, Internacional, Santos, Corinthians, Atlético-MG, San Lorenzo, River Plate, Atlético Nacional (único intruso), Grêmio, River Plate, Flamengo e Palmeiras. Esses são os campeões da Copa Libertadores desde 2009. Há apenas uma equipe colombiana no meio de vários times do Brasil e da Argentina.

 

A última final foi entre dois times brasileiros, a decisão de 2019 foi entre um brasileiro e um argentino e a de 2018 entre dois argentinos.
 
 
Então a resposta para o título é que sim, a Copa Libertadores virou um grande Brasil x Argentina e quem entrar no codigo-bonus.net para aproveitar odds na competição precisa prestar atenção especial para esses dois países. Afinal, na edição de 2021, tudo desenha para um domínio de ambos de novo.
 
 
Os grandes favoritos
 
 
Das 16 equipes das oitavas de final da Libertadores, há apenas quatro intrusos de outros países. O Olimpia e Cerro Porteño do Paraguai, Universidad Catolica do Chile e Barcelona de Guyaquil do Equador. 
 
 
O Barcelona fez uma excelente primeira fase, tendo vencido o Santos duas vezes – e eliminado os brasileiros – e ficou à frente do Boca Juniors no grupo. Merece respeito, mas não pode ser colocado na mesma prateleira de Flamengo, Palmeiras e River Plate, os últimos três campeões da Libertadores e que chegam fortes mais uma vez.
 
 
Tudo bem, a Libertadores reserva surpresas. Uma delas, por exemplo, é o River Plate ter ficado em segundo no seu grupo, atrás do valente e competente Fluminense. O São Paulo, que estava jogando bem, também ficou em segundo, atrás do Racing. Como os segundos em seus grupos encaram os primeiros, pode ter certeza que estes não ficaram nada felizes em ter que encarar dois times campeões da América em múltiplas ocasiões.
 
 
O Boca Juniors não está em boa fase, mas mesmo assim chegou até as semifinais da Libertadores de 2020 e está de novo no mata-mata. O Atlético-MG, que ainda busca se firmar com Cuca, terá um grande desafio para seu elenco caro encarar logo nas oitavas. O bom é que Cuca, com o Santos, atropelou os argentinos nas semis antes de perder para o Palmeiras na final. Ou seja, ele sabe o caminho.
 
 
Por que só Argentina e Brasil?
 
 
Os dois times são os mais tradicionais entre os 10 da Conmebol. Mas a Libertadores sempre teve espaço para outros clubes. O Olimpia, por exemplo, é três vezes campeão da competição, algo que apenas três times brasileiros conseguiram. O Uruguai com Peñarol e Nacional tem oito títulos. LDU, Atletico Nacional, Once Caldas, Colo-Colo, todos são vencedores também.
 
 
A diferença clara é uma: dinheiro. Os times argentinos e especialmente os brasileiros têm mais dinheiro para montar elencos, já que estão em mercados consumidores maiores e recebem direitos televisivos, venda de uniformes e outras rendas com maior frequência e volume. 
 
 
Dinheiro não se traduz sempre em bola na rede, mas possibilita um domínio constante, já que é possível contratar os melhores jogadores, criar melhor estrutura de treinamentos e também gerar mais dinheiro, construindo estádios por exemplo. 
 
 
Falando em jogadores, não é nada incomum que grandes clubes desses dois países comprem jovens as maiores promessas dos países vizinhos ou então invistam no retorno destes se a primeira passagem pela Europa não dá certo. Gustavo Gomez, do Palmeiras, foi vendido para o Milan, pouco jogou e voltou para o Verdão, onde tem enorme destaque.
 
 
Se na Europa há maior variação de países com um clube campeão é porque há mais mercados fortes. Espanha, Alemanha e Inglaterra tem seus gigantes e ainda tem França e Itália com clubes poderosos.
 
 
O futebol uruguaio, mesmo com toda a sua tradição, deixou de competir nos últimos anos com seus clubes de lindas histórias. A seleção ainda resiste porque o talento é produzido, mas ele não fica mais no país. Outro exemplo é Matías Viña, hoje no Palmeiras e De Arrascaeta, no Flamengo. 
 
 
Portanto até pode ter uma surpresa de vez em quando, mas a Libertadores tornou-se um grande Brasil x Argentina. Haja emoção.
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