ESPAÇO ABERTO: Empresário denuncia sabotagem em entrega de comida nos presídios

Confira a coluna de Cícero Moura

ESPAÇO ABERTO: Empresário denuncia sabotagem em entrega de comida nos presídios

Foto: Divulgação

SABOTAGEM
 
O empresário Patrick  de Lima Oliveira Moraes denunciou na Draco um suposto boicote, que teria como objetivo prejudicar o fornecimento de alimentação em presídios da capital.
 
 
CONCORRÊNCIA
 
Patrick, que é dono da empresa Sabor a Mais Comércio de Alimentos, relata que na quinta-feira da semana passada assinou contrato emergencial com a Secretaria de Justiça ( Sejus ) para entregar pouco mais de duas mil marmitas em três presídios de Porto Velho.
 
SURPRESA
 
Logo após a assinatura do contrato, a Sabor a Mais foi surpreendida com a desistência de locação do imóvel onde iria funcionar a cozinha industrial para produzir a comida dos presos. O empresário foi obrigado a procurar um novo local, um dia antes do feriado de sexta-feira santa.
 
IRREGULARIDADES
 
Acontece que logo na primeira entrega de alimentos, domingo, uma fiscal da Sejus apareceu no presídio Milton Soares de Carvalho, também conhecido como 470, e encontrou algumas marmitas com comida estragada. Na segunda, o Estado cancelou o contrato.
 
GENEROS
 
O empresário diz que realmente confirmou a existência de algumas embalagens com alimento estragado, a questão é que, segundo ele, não eram as mesmas embalagens que haviam sido mandadas para os presídios.
 
TROCA
 
Patrick afirma que várias embalagens com os alimentos foram trocadas. Funcionários da empresa dele confirmaram na Draco, que a comida estragada não seria a mesma que saiu da cozinha industrial. O transporte dos alimentos para os presídios foi feito por uma empresa terceirizada.
 
DESCONFIANÇA
 
O empresário diz que desconfiou do boicote logo que foi avisado que o imóvel para montar a cozinha industrial não estava mais disponível, mesmo com o locador sabendo que ele havia vencido o certame. 
 
COMPROVAÇÃO
 
Patrick tem prints de conversas no whats onde o locador assume que havia mudado de ideia. Ele não queria mais alugar, somente  vender o imóvel. O empresário diz que ficou surpreso com a situação já que estaria faltando apenas formalizar o contrato de locação.
 
 
13 ANOS
 
Patrick Moraes afirma que há mais de 13 anos fornece comida para cinco presídios no interior do Estado e que agora teria sido procurado para atender a demanda emergencial da Sejus. 
 
OUTRO LADO
 
A Secretaria de Justiça (Sejus) informou que fez Contrato Emergencial com a empresa Sabor a Mais porque uma decisão da Justiça proíbe o governo de aditivar  contrato com o fornecedor anterior. O acordo com a antiga empresa venceu no dia 03 de abril.
 
LEGAL
 
A Sejus enfatizou que a empresa Sabor a Mais, vencedora do processo emergencial, atendeu todas as etapas do certame, apresentando documentação correta que demonstrava não haver nenhuma irregularidade que a impedisse de prestar o serviço.
 
PROCESSO
 
A Sejus informa ainda, que um novo processo licitatório já se encontra em andamento, em regime de urgência, para que não haja a necessidade de chamamento emergencial.
 
DÚVIDA
 
Tem cheiro de gambá nesse galinheiro. Como que um sujeito que atende todas as exigências legais para atender o serviço público resolve entregar comida podre, ainda mais em presídio. É sabido que os presos quando se sentem incomodados com algo fazem muito barulho como forma de protestar. Isso precisa ser
muito bem apurado.
 
PRIVATIZADO
 
A francesa Vinci, que administra o aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, ganhou a concessão para o aeroporto Jorge Teixeira, em Porto Velho.
 
REGIÃO 
 
A empresa disputou o bloco Norte, que tem como principal ativo o aeroporto de Manaus (AM), por onde por onde escoa boa parte das exportações realizadas pela Zona Franca.
 
JÁ NO BRASIL
 
O grupo francês, que já opera o aeroporto de Salvador (BA), ofereceu inicialmente R$ 420 milhões pelo bloco, contra R$ 50 milhões do consórcio Aerobrasil, grupo que administra o aeroporto de Belo Horizonte junto com os operadores Zurich Airport International (Suíça) e Munich Airport International (Alemanha).
 
INVESTIMENTO
 
O novo concessionário terá ainda de gerenciar e investir na melhoria dos aeroportos de Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga e Tefé (AM) e Boa Vista (RR). O compromisso de investimento será de R$ 1,4 bilhão.
 
AMAZÔNIA
 
Para o grupo francês, a região amazônica representa uma sinergia com sua operação na Guiana Francesa, que tem voo direto para Paris.
 
META
 
O  presidente da Vinci Airport, Nicolas Notebaert, disse que a entrada do grupo na região Norte está atrelada a uma estratégia de consolidar a atuação do grupo no Brasil e na América Latina, além de estimular “aeroportos verdes”, que respeitem políticas ambientais.
 
EXPECTATIVA
 
 “Acreditamos no potencial desses aeroportos [do Norte] na recuperação pós pandemia pelo seu potencial de carga e logística para o escoamento dos produtos. Estamos confiantes na perspectiva de crescimento das indústrias de alto valor, de eletrônicos, e os aeroportos desempenham papel fundamental”, enfatizou Notebaert.
 
PERÍODO
 
Os contratos de concessão leiloados nesta quarta têm duração de 30 anos. O leilão é a sexta rodada de concessões aeroportuárias realizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
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