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ESPAÇO ABERTO: Deputadas federais de RO se divertem em casa de pagode com aglomeração

Confira a coluna de Cícero Moura

CÍCERO MOURA/RONDONIAOVIVO

22 de Dezembro de 2020 às 08:49

Atualizada em : 22 de Dezembro de 2020 às 15:20

Foto: Divulgação

FESTERE
 
Parece que o aumento no número de casos de coronavírus e as inúmeras recomendações quanto à prevenção de nada servem para algumas pessoas. O pior é que quem deveria dar exemplo tem feito exatamente o contrário.
 
AGLOMERAÇÃO
 
Semana passada um deputado estadual participou de um evento festivo em uma boate e acabou sendo acusado de agressão por uma dançarina. Além da denúncia sobre a suposta violência, o outro destaque negativo do tal deputado foi a presença dele em um show onde tinha um mundaréu de gente.
 
OUTRA FESTA
 
O mais recente desatino de pouco caso com a saúde aconteceu em uma casa de pagode na capital. Duas deputadas federais de Rondônia, que não estavam usando máscara, fizeram a festa na pista de dança.  
 
JUNÇÃO
 
Preocupadas em não perder o compasso, as digníssimas esbanjaram alegria e sorrisos e arriscaram alguns passos de samba em meio a um aglomerado de pessoas. 
 
POUCA HABILIDADE
 
O vídeo com o gingado das parlamentares, que foi parar nas redes sociais, revela duas coisas: que a preocupação com a saúde e o distanciamento preventivo são apenas discurso político e que ambas as “passistas” necessitam de aulas de dança.  
 
CONVERSA MOLE
 
Já faz algum tempo que eu escrevo sobre os discursos hipócritas que vem do Governo de Rondônia. No caso de fiscalização ao controle da propagação do coronavírus é uma fala mais deslavada que a outra. 
 
LOTAÇÃO
 
A tal casa de samba onde estavam as deputadas federais, que se identifica como restaurante Fast-Food, fez seu evento com música ao vivo e lotou suas dependências. 
 
PARADOXAL
 
O mesmo Governo que não cumpre seu papel de fiscalizar é quem também publica boletins diários e notícias alertando sobre os aumentos no número de infectados pelo Covid-19.
 
ATUALIZAÇÃO
 
Nos últimos sete dias, conforme levantamento do Governo, foram registradas 19 mortes por coronavírus apenas na cidade de Porto Velho. 
 
AÇÃO
 
Ora, se a própria Secretaria Estadual de Saúde alerta para o perigo, inclusive com seu Secretário Prosador chamando à imprensa para entrevista coletiva, então qual a razão de não apertar a fiscalização.
 
PLANO
 
A capital está na fase 3 do plano de enfrentamento do vírus e o que se vê é a farra comendo solta. Bares estão lotados, boates em pleno funcionamento e muita gente sem máscara.
 
IDENTIFICAÇÃO
 
Se os órgãos fiscalizadores estão infestados de agentes obtusos, que não sabem o que acontece, as redes sociais podem ajudar. Tem foto e vídeo de sobra para todos os gostos.
 
FIM DE ANO
 
Nessa semana que começam as festividades de Fim de Ano, os eventos, sem sombra de dúvidas, vão aumentar. E não há um histórico que garanta um controle para as aglomerações já que antes mesmo do Natal e Ano Novo as comemorações ocorrem como se a vida estivesse na maior normalidade. 
 
AGITO
 
Se há dúvidas quanto minha desconfiança sugiro, de novo, uma visita às redes sociais. Lá é possível constatar, por exemplo, o “fervo” do fim de semana.
 
SUCESSO
 
Lá é possível observar que o povo esqueceu o jejum festivo e preventivo e voltou com tudo para o “piseiro”. Nesse caso me refiro à festa e não ao trabalho desempenhado pelas damas da noite. 
 
SUCESSO 2
 
O registro das redes sociais  mostra festas raves, rodas de samba, boates, barzinhos, restaurantes, tudo funcionando, muitos até o raiar do dia. De acordo com o decreto estadual a permissão para o funcionamento desses locais é até às 23h.
 
SEM VAGAS 
 
Em meio à tanta irresponsabilidade, o principal receio das autoridades de Saúde é a falta de leitos para atender os pacientes infectados. Atualmente a lotação do Hospital de Campanha é de 88%, a Unidade de Assistência Médica Intensiva – AMI está com 62%, o SAMAR com 95% e o CEMETRON com 40%. No Hospital de Base de Porto Velho já não há mais vagas. 
 
TUDO POR DINHEIRO
 
Outro exemplo de que aglomeração é algo que não preocupa mais quem deveria zelar pela saúde das pessoas aconteceu ontem no Porto Velho Shopping. Uma fila gigante de clientes lotou o estabelecimento.
 
PANE
 
O sistema eletrônico para pagamento do estacionamento do Porto Velho Shopping parou de funcionar na parte da tarde causando o maior transtorno e aglomerações de consumidores.
 
REGISTRO
 
Um  vídeo enviado à redação do Rondoniaovivo mostrava os clientes sendo obrigados a esperar na fila para realizarem o pagamento e deixar o local. Na gravação, a pessoa relata que apenas dois funcionários atendiam o público e que o pagamento só podia ser feito em dinheiro.
 
LIBERAÇÃO
 
Muita gente ficou assustada com a quantidade de pessoas próximas umas das outras e pedia para que houvesse a liberação das cancelas sem o pagamento do estacionamento. 
 
SEM SOLUÇÃO
 
Como ninguém resolvia nada, a fila só aumentava e a confusão durou pelo menos duas horas. A equipe de segurança não conseguia dar conta da aglomeração e muito menos da paciência da maioria dos clientes que, após tanto tempo esperando, já estava no limite
 
OUTRO LADO
 
O Porto Velho Shopping esclareceu em nota que, devido ao rompimento de um dos cabos de fibra ótica que atende o shopping, todos os caixas de ATM ficaram temporariamente fora de serviço. 
 
OUTRO LADO 2
 
O shopping informou ainda que liberou o estacionamento e acionou suporte técnico para resolver o problema o mais rápido possível.
 
NATAL
 
Projeto do 6º Batalhão de Infantaria de Selva em parceria com a Diocese de Guajará-Mirim mostrou o talento de jovens músicos da Escola de Música Francisco Martins do Nascimento. 
 
CANÇÕES
 
Gravado por partes em estúdio e em dias diferentes por causa da pandemia, a criançada apresentou canções natalinas e músicas conhecidas do público. Bela iniciativa  do 6º BIS em um momento tão delicado onde os aplausos só podem ser virtuais.
 
 
 
Direito ao esquecimento

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