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ESPAÇO ABERTO: Ação rápida da Delegacia de Homicídios possibilitou a identificação de homicida

Confira a coluna

RONDONIAOVIVO - CÍCERO MOURA

03 de Fevereiro de 2020 às 08:45

Foto: Divulgação

ACERTO DE CONTAS


A polícia agiu rápido e elucidou a morte de um eletricista ocorrida na sexta-feira (31), em Porto Velho, enquanto o mesmo se encontrava trabalhando. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar o carro usado pelo assassino e a sua localização. Trata-se do dono de uma padaria na zona Leste da capital.

 


SURPREENDIDOS


A vítima e um colega de trabalho estavam religando a energia em uma casa no bairro Aponiã, zona Norte da capital, quando um homem parou um carro no meio da rua, desceu e se dirigiu à vitima efetuando vários disparos. Mesmo baleado, o homem ainda entrou em luta corporal com seu algoz, mas não resistiu. O outro eletricista conseguiu fugir. Tudo foi registrado por câmeras de segurança.

 

 

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MOTIVAÇÃO


Segundo a polícia, o autor do  homicídio,  que foi preso no sábado pela manhã,  disse que estaria sendo extorquido pelos prestadores de serviço da companhia de energia. Os trabalhadores teriam pedido dinheiro para não fiscalizar a padaria pois sabiam que o estabelecimento comercial estaria com ligação clandestina, o conhecido “gato”.

 


PROPINA


Conforme o depoimento, o comerciante disse que já teria pago 2 mil reais em propina, 4 vezes de 500 reais, para não levar uma multa de 10 mil reais. O comerciante revelou que tem vídeos que comprovariam a extorsão. 

 


INVESTIGAÇÃO


Durante o depoimento, os policiais  descobriram que ele já foi condenado por outro homicídio em 2012 e estava em liberdade condicional. A polícia vai investigar as denúncias feitas pelo comerciante e também pedir a prisão preventiva dele.

 


OUTRO DEPOIMENTO


Ainda está semana, o colega de trabalho do eletricista deverá ser ouvido. O depoimento do rapaz poderá esclarecer a versão data pelo comerciante.

 


ENERGISA E PRESTADORES DE SERVIÇO


Escrevi sobre esse tema porque muita gente confunde o papel de ambas as empresas e algumas informações são divulgadas de forma equivocada em alguns órgãos  de imprensa e, principalmente, em redes sociais.

 


EMPRESA DE ENERGIA


Cabe ao fornecedor de energia cortar o abastecimento, seguindo todos os trâmites legais, quando houver inadimplência ou então executar fiscalização quando surgirem suspeitas de irregularidades no relógio de consumo. Se houver ato considerado abusivo, fora do que estabelece a Lei, cabe a qualquer cidadão que se sentir lesado ir atrás de seus direitos.

 


PRESTADOR DE SERVIÇO


Mais de uma vez eu já escrevi que é inadmissível qualquer pessoa hostilizar o prestador de serviço que, de forma civilizada, estiver apenas cumprindo com suas obrigações. Os trabalhadores quando chegam para trabalhar sempre recebem uma ordem de serviço que pode ser para conserto na rede, religação ou corte do fornecimento. Raramente conhecem o dono da casa ou estabelecimento. Ao chegar no local do serviço devem realizar a demanda e responder, respeitosamente , qualquer questionamento feito pelo cidadão que, de repente, se sentir lesado. Simples assim.

 


RAIVA


É admissível qualquer cidadão, principalmente aqueles que estiverem em situação correta, ficarem aborrecidos com um corte de luz, por exemplo, se a conta estiver paga. Eu já passei por isso. Na justiça provei que estava correto. O que não pode acontecer é agressão contra pessoas que não tem nada a ver com a determinação repassada pela companhia de energia.

 


EXCEÇÃO


No caso que resultou na morte do trabalhador, a Polícia vai elaborar seu inquérito e a Justiça decidir quem fez o que. A imagens revelam uma execução a sangre frio e o autor da covardia apresentou sua justificativa. Embora nada justifique um crime, qualquer cidadão tem direito à defesa.  

 

 
DIREITOS


Se o comerciante estava trabalhando de forma correta e sendo extorquido deveria ter procurado a Companhia de Energia. Qualquer empresa séria que presa pela excelência na prestação de serviços, apura imediatamente qualquer desvio de conduta que chegue ao seu conhecimento. 

 


CURSO


Nesta segunda-feira (3), às 8h, no Ministério Público do Estado de Rondônia, o governo de Rondônia realiza a Aula Inaugural do Curso de Formação de Sargentos (CFS) da Polícia Militar.

 

 

DESCOBERTA


Arqueólogos do Instituto Mamirauá descobriram que há ilhas artificiais, também chamadas de “aterrados”, em áreas de várzea do Médio e Alto Solimões, no Estado do Amazonas. Essas ilhas foram construídas em períodos que antecederam a chegada de colonizadores portugueses e espanhóis à região.

 

 

 

 

 

CATALOGADAS

 

Mais de 20 ilhas foram identificadas. Elas medem entre um e três hectares e têm até sete metros de altura. As ilhas têm formato piramidal com a base maior.


Conforme o Instituto Mamirauá foram encontradas cerâmicas do estilo corrugado, caracterizado esteticamente pelas ‘rugas’, camadas modeladas nos vasos e peças. O estilo cerâmico, datado dos séculos 15 e 16, é comum a grupos tupis. 

 

 

ESPECULAÇÃO

 

A hipótese dos arqueólogos é que essas ilhas foram erguidas e utilizadas pelos omáguas, povo indígena antigo - ascendente dos atuais kambebas, etnia amazônida no Brasil e no Peru. Eles teriam se agrupado em ilhas , conforme documento histórico citado à Agência Brasil por Márcio Amaral, do Grupo de Pesquisa em Arqueologia e Gestão do Patrimônio Cultural da Amazônia do Instituto Mamirauá.

 


ARQUIPÉLAGO

 

A estimativa é de que haja na região cerca de 250 ilhas artificiais. O número de ilhas e o volume de terra deslocado, levantam hipóteses entre os pesquisadores sobre o nível de conhecimento, a capacidade tecnológica, a densidade populacional e a organização social dos omáguas. “Certamente havia muitas pessoas e havia uma organização para essas pessoas construírem e movimentar terra. Tinha que saber onde colocar. Seguramente, havia [pessoas que cumpriam a função de] engenheiros. As ilhas são rampadas. Para aguentar a distribuição do peso fizeram com uma distribuição proporcional”, descreve Márcio Amaral. 

 

 

LONGA DATA

 

As pesquisas feitas pelos arqueólogos do Instituto Mamirauá, com apoio do ICMBio, são desenvolvidas há cinco anos. Segundo eles, construções similares foram encontradas na Ilha do Marajó, no Pará, e em Llanos de Mojos, na Bolívia.

 

 

CORONAVÍRUS


O Ministério da Saúde atualizou os dados sobre coronavírus e informou que o número de casos no Brasil é de 16 suspeitos e 10 descartados. Os casos estão divididos entre os estados do Ceará (1), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4) e São Paulo (8). Sobre os 16 casos suspeitos, 4 já passaram por exames comuns e não foram classificados como vírus tradicionais, como influenza, por exemplo. Com isso, foram encaminhados para análises específicas junto ao laboratório da Fiocruz. Outros 8 casos estão nos processos mais comuns de identificação.

 

 

 

 

 

EMERGÊNCIA NO MUNDO

 

Em razão do avanço da doença pela China (onde há a maior parte dos casos) e no mundo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou ontem (30) emergência sanitária global.


O Ministério da Saúde informou que há 7.818 casos confirmados no mundo, dos quais 7.736 (99%) na China. No país asiático há 12.167 casos suspeitos, destes, 1.370 são casos graves. Segundo o balanço da OMS, são 170 óbitos na China. No resto do mundo há outros 82 casos espalhados por 18 países.

 


CHAMOU A IMPRENSA


 A SESAU convocou a imprensa na sexta-feira (31) para dizer que um casal, de 45 anos de idade, que estava na cidade de São Paulo, teria chegado a Porto Velho durante a semana passada com suspeita da doença. O casal estaria isolado em sua residência após ser diagnosticado com suspeita de ter adquirido o coronavírus.

 

 

 

 


CONTAMINAÇÃO
 
De acordo a Secretaria Estadual de Saúde, o casal teria tido contato com um chinês no último dia 20 de janeiro dentro de um táxi compartilhado. Os sintomas teriam sido sentidos seis dias depois para o homem e oito para a mulher.

 

 

 

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