A arquitetura dos prédios antigos do centro de Porto Velho é uma riqueza cultural escondida por fachadas comerciais
Foto: Reprodução/Facebbok
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Quem caminha pela rua José de Alencar, no coração de Porto Velho, talvez não imagine que cada prédio ali guarda de capítulos importantes da história da cidade. A via, uma das mais antigas da capital, foi durante décadas o principal eixo comercial e social, reunindo empreendedores, famílias tradicionais e negócios que marcaram gerações. No centro da capital ainda existem diversas edificações históricas que passam despercebidas por estarem ocultas pelas poluídas fachadas comerciais.
Entre as edificações de destaque está o edifício Feitosa, conhecido por abrigar, por muitos anos, a tradicional lanchonete Delta, ponto de encontro de famílias, políticos e estudantes. O espaço era famoso pelos lanches e pelos longos bate-papos que animavam as tardes portovelhenses.
Logo adiante, funcionava a Casa de Comércio do seu Abdon, referência no fornecimento de produtos variados e símbolo do comércio local que crescia junto com a cidade. Na mesma região, o comércio da família Chaquiam, instalado na parte inferior do antigo prédio da Caixa dos Aposentados — onde hoje está o edifício do INSS —, movimentava a economia e atraía clientes de toda a capital.
No mesmo prédio, durante as décadas de 1950 e 1960, funcionava a agência da empresa aérea Cruzeiro do Sul, responsável por conectar Porto Velho ao restante do país em uma época em que viajar de avião era um privilégio para poucos. O agente local era o seu Bichara, nome lembrado com carinho pelos moradores antigos. Mais tarde, a agência foi transferida para o outro lado da rua, onde atualmente funciona um restaurante e padaria.
Esses endereços, hoje muitas vezes despercebidos, fazem parte da memória viva de um período em que Porto Velho começava a se transformar de pequeno núcleo urbano em uma capital moderna. As fachadas, mesmo reformadas, ainda guardam traços da arquitetura e do espírito de uma época épica — quando cada esquina tinha uma história para contar e cada comércio era um ponto de convivência comunitária.
A arquitetura dos prédios antigos do centro de Porto Velho é uma riqueza cultural escondida por fachadas comerciais. A revitalização tornaria o lugar cheio de histórias e memórias e seria um atrativo a mais para as visitações turísticas, como ocorre em cidades como São Luiz (MA), Ouro Preto (MG) e Salvador (BA). Um exemplo de revitalização bem sucessida em Porto velho é o Mercado Cultural onde ocorrem eventos culturais e artísticos regionais. Fica a dica!
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