MUSICAL: Espetáculo reconta história do Brasil sob olhar de grupos oprimidos

Com temporada on-line até novembro, NAU conta a história de sete espíritos de personagens inspirados em grupos historicamente ignorados da construção social do Brasil

MUSICAL: Espetáculo reconta história do Brasil sob olhar de grupos oprimidos

Foto: Divulgação

Sete espíritos de personagens inspirados em grupos historicamente ignorados da construção social do Brasil debatem um possível retorno ao país para um acerto de contas. Esse é o ponto de partida da obra cênica visual NAU, que segue em cartaz neste final de semana, de quinta-feira (26/08) a domingo (29/08), às 19h, com temporada on-line até novembro, pelo site do projeto. Os ingressos estão à venda no Sympla, com valores que variam entre R$10 e R$30.
 
Com direção dos baianos Daniel Arcades e Thiago Romero, os personagens passam por três cidades brasileiras: Salvador e Rio de Janeiro, antigas capitais do país, e Brasília. Nesses locais, a legião de espíritos, união de diversas energias de pessoas que passaram pela história do Brasil em situações de subalternidade, avaliam os cenários marcados por diversas formas de opressão.
 
Além desses protagonistas, há personagens humanos, também fictícios, totalizando 15 atores em cena. Daniel explica que a história de NAU começou há quatro anos, mas foi em 2018 que o argumento se tornou nítido para a dupla de diretores: uma peça futurista em que personagens que viveram em diferentes épocas do Brasil voltassem e analisassem o país atual. “É uma obra fruto de um tempo e espaço completamente diferenciados dos tradicionais formatos de teatro”, detalha, em nota, Daniel Arcades.
 
Thiago Romero, que assina com Arcades a direção de NAU, afirma que o musical nasce do anseio de recontar a história do Brasil sob a ótica de grupos que foram ignorados dessa construção. "A obra foi feita para repensar a lógica da narrativa da história a partir de personagens silenciados pelos documentos oficiais. É uma revisão necessária e que encontra brecha no que vivemos hoje, quando tantos grupos têm reivindicado seus espaços. É a história do Brasil contada a partir da visão do colonizado, não do colonizador”, explica, também em nota.
 
A montagem original conta com orientação cênica e supervisão de direção do ator da TV Globo Luiz Carlos Vasconcelos e da coreógrafa Ana Paula Bouzas, além de direção de produção de Paula Hazin. As canções da trilha do espetáculo foram compostas por Daniel Arcades e Filipe Mimoso, que assina também a direção musical.
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