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MANIFESTO: A Rede Teatro da Floresta reivindica do Poder Público verba da Lei Aldir Blanc

“As práticas culturais da região estão apartadas dos grandes centros e relegadas ao abandono dos poderes públicos locais”

Assessoria

19 de Outubro de 2020 às 12:20

Atualizada em : 20 de Outubro de 2020 às 07:25

Foto: Divulgação

 Com fazedores nos setes estados da Região Norte, a Rede Teatro da Floresta  vem a público exigir urgência dos entes públicos, Estados e Municípios  na destinação dos recursos da Lei Aldir Blanc, afinal trata-se de uma lei emergencial e que tem por objetivo salvar os trabalhadores, as trabalhadoras e toda a cadeia produtiva da cultura.

 

Somos uma região profunda e rica, com culturas muito diversas, como indígenas (na complexidade dos seus diversos povos), quilombolas, ribeirinhos, com comunidades de povos da floresta, de rios e das cidades.

 

As práticas culturais da região estão apartadas dos grandes centros e relegadas ao abandono dos poderes públicos locais, a prova disso é que o Custo Amazônico (anexo) votado como prioridade nas Conferências Nacionais de Cultura nunca foi posto em prática.

 

 Atualmente, devido à pandemia do Covid-19, todas as nossas atividades culturais estão paradas e não temos ideia de quando será nosso retorno. Em uma articulação nacional inédita, os artistas conseguiram fazer com que o Estado brasileiro destinasse 3 bilhões do Fundo Nacional de Cultura à cadeia produtiva e a todos os trabalhadores e trabalhadoras de cultura do país.

 

Esses recursos são nossos por direito e não devem retornar aos cofres da União, pois impossibilitará a continuidade dos nossos fazeres artísticos. Cabe ressaltar que os Municípios que não entregarem seus planos de execução na Plataforma +Brasil, negligenciarão nosso fazer e responderão por omissão de receitas (Lei 101/2000).

 

 Quem tem fome tem pressa. Os artistas têm urgência. Exigimos a aplicabilidade dos recursos em toda Região Norte, só assim continuaremos a produzir arte em nossa região. O tempo passa e o descaso continua. Por isso, em nossa busca por políticas públicas culturais, insistimos em nossa afirmação de uma década atrás, em nossa Carta Pororoca (2010): A Rede Teatro da Floresta busca uma biopolitica construída por artistas/articuladores do Teatro da Amazônia.

 

 A Rede entende que o Brasil, com todas as suas instituições e mecanismos de políticas culturais para as artes do teatro, não poderá continuar míope quanto aos artistas do norte do país e suas poéticas e procedimentos cênicos, e principalmente, deixar de reconhecer o que significa o CUSTO AMAZÔNICO do fazer cultural/teatral em nossa região, implicando uma compreensão das dimensões histórica, geográfica, sóciopolítica, econômica e imaginária de nossa terra e tribos.

 

 CUSTO AMAZÔNICO

Direito ao esquecimento

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