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ABRAPA: Protocolo para a retomada do setor de eventos prioriza consumidor; são 40 páginas

Elaborado por um grupo de estudos formado por 26 membros da diretoria e conselho da Abrape, contou também com a consultoria de um médico infectologista.

RONDONIAOVIVO - EDIÇÃO

15 de Junho de 2020 às 06:40

Atualizada em : 15 de Junho de 2020 às 06:43

Foto: Divulgação

A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), entidade que representa 270 produtoras e promotoras do segmento de cultura e entretenimento no País, apresentou um protocolo para a retomada gradual dos eventos suspensos e cancelados em virtude da pandemia de coronavírus.

 

Respeitando as medidas sanitárias necessárias, o documento, que tem como objetivo padronizar procedimentos em todo o território nacional, considera as regras e as especificidades de cada estado e permite que as empresas planejem o retorno quando as instâncias governamentais autorizarem a realização das atividades.

 

Pilares – Protocolo

 

Três pilares embasam o protocolo de 40 páginas: Comunicação, Distanciamento Social, Higienização, Sanitização do Ambiente e Monitoramento.

 

As fases são separadas por cores e classificação: Preta (risco alto e muito alto, sem evento), Laranja (risco moderado, opera com restrições), Amarela (risco baixo, opera com restrições reduzidas), Verde (risco muito baixo, opera com cuidados) e Azul (sem risco, opera sem restrições).

A avaliação entre a mudança de fases deve ocorrer a cada 14 dias, a partir da realidade atual de cada cidade, levando em consideração todos os indicadores de controle do Covid-19.

 

Elaborado por um grupo de estudos formado por 26 membros da diretoria e conselho da Abrape, contou também com a consultoria de um médico infectologista. Teve como base o Plano de Recomendações e Sugestões para a Retomada da Indústria de Eventos no Brasil, do governo federal, as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e documentos internacionais como a Medición Regional del Impacto del Covid-19 em el Sector de La Cultura, da Unesco, e o Protocolo Opening Up Americana Again, do governo norte-americano.

 

Padronização

 

A cadeia produtiva de eventos é fundamental para a economia do país. Com 60 mil empresas, gera 1 milhão e 893 empregos diretos e terceirizados e representa 4,32% do PIB. Estima-se que, entre 2013 e 2019, vem crescendo, em média, 6,5% ao ano.

 

“É preciso sempre lembrar que fomos o primeiro segmento impactado pela pandemia e seremos um dos últimos a retomar as atividades. Articular de forma responsável o retorno dos eventos é uma estratégia imprescindível para preservar a saúde das pessoas, manter e gerar empregos e impulsionar um setor que recolhe, anualmente, cerca de R$ 48 bilhões em impostos”, lembra o presidente da Abrape, Doreni Caramori.

 

Sobre a ABRAPE

 

Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a associação tem, atualmente, 270 associados, sediados em 22 Estados da Federação.

 

A entidade congrega as principais lideranças regionais e nacionais do segmento, tem no portfólio de associados empresas como a Live Nation, Opus Entretenimento, T4F e mega eventos, como o Festival de Verão de Salvador e a Festa do Peão de Boiadeiros de Barretos. 

 

Fonte: Abrape

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