RETA FINAL: Especialista dá dicas de como se preparar faltando um mês para as provas da PRF

O concurso público registrou um total de 303 mil inscritos para 1.500 vagas

RETA FINAL: Especialista dá dicas de como se preparar faltando um mês para as provas da PRF

Foto: ILUSTRATIVA

 

A reta final da preparação pode ser um dos momentos mais difíceis para o candidato: geralmente, é o período em que os concurseiros mais sofrem com o nervosismo e a ansiedade.
 
 
Pensando nisso, conversamos com o especialista em Direito Constitucional e Direito Penal do IMP Concursos, Flávio Daher, que deu dicas de como lidar com a (assustadora) proximidade das provas.
 
Há método de estudo correto?
 
O conteúdo que deve ser focado no último mês antecedente à avaliação pode ser um fator de dúvida para os inscritos. Para Daher, a preparação varia de acordo com o tempo de estudo do concurseiro: “O candidato que se prepara há mais tempo deve focar nos seus pontos fracos (e este candidato pode fazer isso porque, inclusive, ele já tem domina a expertise da auto-avaliação); já aquele que não se prepara há tanto tempo deve reforçar o que já domina (para não correr o risco de ter baixo rendimento nessa parte do certame – e torcer para o foco da prova se referir a essa parte do conteúdo).”
 
Ele também pontua que o melhor método de estudo depende do perfil de cada candidato: “alguns absorvem melhor a matéria com leitura, outros com vídeos, outros fazendo resumo (o ideal é sempre a mescla de estímulos: visual, auditivo e cinestésico).
 
 
No entanto, na fase final de preparação ele deve se focar no método mais célere, que permite agregar mais conteúdo em menos tempo. Neste caso nada bate a leitura; mas que fique claro que o perfil do candidato deve sempre ser levado em consideração (já presenciei alunos que memorizavam quase cem por cento da aula em vídeo mas quando liam o material conseguiam reter muito pouco por exemplo – neste caso se mantenha no seu ponto forte).”
 
 
Nos casos de candidatos que não tiveram tempo de se preparar devidamente para o certame, ter prestado outros concursos pode ser vantajoso.
 
“O candidato com aprovação recente noutro certame com edital similar (como um concurso para policial civil ou militar de algum estado), que decidiu parar de estudar após a aprovação, tem um acervo de conteúdo que pode ser reinserido em sua memória de curto prazo com uma dedicação integral e exclusiva e, no dia da prova, dar muita sorte”, fala o especialista.
 
 
Como controlar as emoções?
 
A ansiedade e o nervosismo podem ser um grande problema no dia das provas. Para não ser frustrado no resultado final devido ao excesso de emoções, Daher dá uma dica pouco convencional aos candidatos: “Ao contrário de muitos experts, que orientam a ‘mentalização no sucesso’ eu acredito na fórmula contrária: visualize que aquele ponto da matéria que você está estudando vai ser cobrado, você vai ser reprovado por um ponto, e vai ser justamente o ponto que você não marcou por ter errado essa questão.
 
 
Isso cria um senso de urgência no aprendizado. É uma tática estressante, mas passar num concurso de grande concorrência é, em essência, uma tarefa estressante.”
 
Claro, não existe fórmula mágica para sumir com as emoções indesejadas, mas a semana pré-prova é crucial no relaxamento físico e psicológico durante o momento da aplicação.
 
 
O especialista ressalta a importância de noites bem dormidas para uma boa prestação de concurso: “O ideal é o aluno estabelecer uma rotina de dormir cada vez mais cedo à medida que o dia da prova se aproxima, e no dia anterior praticar alguma atividade física, e não estudar nada após o meio da tarde, para já ir preparando o organismo para relaxar.”
 
O concurso
 
 
O concurso público da Polícia Rodoviária Federal (PRF)  registrou um total de 303 mil inscritos para 1.500 vagas. A relação foi divulgada pela corporação nas redes sociais.
 
 
Desta forma, a seleção conta com uma concorrência de 202 candidatos por vaga. Houve um aumento de aproximadamente 134% no número de candidatos em relação ao último concurso, realizado em 2018. Na época, a seleção para policiais contou com 129.152 inscritos.
 
 
São 1.500 vagas para o cargo de policial rodoviário federal. O salário inicial de profissionais da PRF é de R$ 9.899,88, para jornada de trabalho de 40 horas por semana. O Cebraspe é o organizador.
 
 
Após anunciar o adiamento da data das provas objetivas do concurso público da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com 1.500 vagas, o Cebraspe divulgou o cronograma completo da seleção. As alterações foram necessárias diante da evolução da pandemia do novo coronavírus.
 
 
As provas objetivas e discursivas, que compõem a primeira etapa do concurso, após serem adiadas, serão aplicadas provavelmente em 9 de maio. As provas objetivas serão compostas por três blocos.
 
 
A prova dissertativa será de até 30 linhas, valerá 20 pontos e consistirá da redação de texto dissertativo. Vale ressaltar que o candidato terá 4 horas e 30 minutos para fazer ambas as avaliações, que serão aplicadas no mesmo dia. A segunda etapa do concurso é composta pelo Teste de Aptidão Física (TAF), que conta com cinco testes.
 
 
Diretor-executivo prevê curso de formação para 2021 e 2022
 
Apesar do adiamento do cronograma, a PRF deverá manter o Curso de Formação Profissional (CFP) em 2021 e 2022, períodos projetados inicialmente pela corporação. A informação foi divulgada pelo diretor-executivo da PRF, José, Hott, no Instagram.
 
 
 
Em resposta a internautas, Hott falou que a PRF pretende concluir a primeira turma do CFP ainda em 2021, enquanto a segunda turma de excedentes deverá ser realizada no primeiro semestre do próximo ano. “Provavelmente, começando no início do fevereiro de 2022”, respondeu. E esclareceu sobre as lotações: “Os últimos classificados vão para o Amazonas, normalmente nas delegacias de interior dos estados.”
 
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