O achado reforça a tese de que o objeto foi produzido a partir de um fragmento de meteoro que caiu na Terra
Foto: Reprodução/ Instagram
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Quando o túmulo de Tutancâmon foi aberto em 1925, anos após a descoberta da câmara funerária pelo arqueólogo Howard Carter, um objeto chamou a atenção dos estudiosos: uma adaga com características incomuns para a época.
Diferente das demais armas encontradas no Egito antigo, a peça apresentava acabamento refinado e um metal de composição atípica para o período. À época, o ferro ainda não era amplamente dominado na região, o que levantou dúvidas sobre a origem do material.
Em 2016, análises conduzidas por cientistas italianos e egípcios confirmaram a hipótese que circulava havia décadas: o metal da lâmina tem origem extraterrestre. Testes químicos identificaram alta concentração de níquel e cobalto, elementos característicos de meteoritos metálicos.
O achado reforça a tese de que o objeto foi produzido a partir de um fragmento de meteoro que caiu na Terra. No contexto do Egito antigo, onde o ferro era raro e associado ao céu, materiais desse tipo eram considerados sagrados. Para a cultura da época, uma arma feita desse metal poderia ser vista como um verdadeiro presente dos deuses.
A adaga permanece como um dos artefatos mais intrigantes do acervo do faraó, combinando arqueologia, ciência moderna e simbolismo religioso em uma única peça histórica.
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