A Igreja Católica propõe à sociedade refletir sobre a moradia como condição essencial para a dignidade humana
Foto: Antônio Lucas/Secom RO
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança nesta Quarta-feira de Cinzas (18) a Campanha da Fraternidade 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia”. A escolha evidencia um problema estrutural que atinge Rondônia, onde os indicadores apontam déficit habitacional persistente, expansão de áreas precárias e baixa cobertura de serviços básicos.
No estado de Rondônia, mais de 370 mil pessoas vivem de aluguel, cenário que compromete a renda familiar e amplia a vulnerabilidade social. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2022, identificam 74 favelas e comunidades urbanas em Rondônia, sendo 68 concentradas em Porto Velho.
Cerca de 5,27% da população estadual vive em aglomerados subnormais. Na capital, o índice chega a 17,33%, mais que o triplo da média estadual. Rondônia também registra a menor cobertura de rede de água em comunidades do país: apenas 23,3%.
Apesar do avanço do problema, o Estado tem investido pouco em políticas estruturantes de habitação e programas consistentes de desfavelização. A ausência de projetos em escala e de regularização fundiária efetiva mantém o déficit elevado e transfere às famílias o custo da precariedade. Ao propor o debate sobre moradia digna, a CNBB insere na agenda pública uma discussão que, em Rondônia, é urgente e exige ação concreta do poder público.
Realizada anualmente durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade propõe conversão pessoal e compromisso social. Em 2026, ao centrar o debate na moradia, a Igreja amplia a discussão sobre desigualdade urbana e convoca comunidades — inclusive em Porto Velho e Rondônia — a transformar reflexão em ação concreta.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!