CLIMA: Aumento de mortes em Portugal pode ter relação com onda de calor

Entre 7 e 13 de julho, foram registrados 238 óbitos acima do esperado que podem ser decorrentes de altas temperaturas

CLIMA: Aumento de mortes em Portugal pode ter relação com onda de calor

Foto: Divulgação

Portugal registrou um aumento repentino no número médio de mortes no país nos últimos sete dias. Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) do país, os 238 óbitos acima do esperado podem ser decorrência da forte onda de calor que atinge países da Europa, como França, Grécia e Espanha.

 

– Neste caso concreto, este excesso pode ser atribuído à onda de calor. De fato, temos tido nos últimos dias temperaturas extremas muito elevadas, sejam as máximas ou as mínimas, e por um período bastante prolongado – disse a diretora-geral de Saúde de Portugal, Graça Freitas, à Agência Lusa.
 
 
Segundo ela, quando se analisa a mortalidade em um determinado período em relação aos óbitos esperados, há mais óbitos em meio à onda de calor, o que “não quer dizer que essas mortes fossem evitáveis”. De acordo com a diretora, caso se mantenham os fenômenos meteorológicos idênticos aos que se têm registrado nos últimos dias, é previsível que “continue a acontecer um número de mortes superior àquele que seria esperado se não houvesse calor” extremo.
 
 
Graça ainda salientou que o fato de as temperaturas mínimas também estarem elevadas causa um impacto maior do ponto de vista fisiológico, uma vez que as pessoas mais debilitadas sofrerão mais com o clima extremo, sobretudo idosos, que, em regra, podem acumular mais doenças. No entanto, crianças e pessoas com doenças crônicas também podem sofrer com temperaturas extremas.
 
 
– O calor interfere sobre essas patologias, caso das doenças respiratórias e cardiovasculares, descompensando as doenças de base que as pessoas têm – alertou Graça Freitas, que reiterou o apelo para o acompanhamento próximo das pessoas mais vulneráveis.
 
 
Para os próximos dias, a previsão é de que as temperaturas continuem altas, com prevalência de tempo seco. O indicador do efeito das temperaturas elevadas do ar na mortalidade, chamado Índice Alerta ÍCARO, calculado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), atingiu nesta quinta-feira o valor de 1,28, o que significa um impacto relevante na mortalidade causada pela onda de calor.
 
 
A DGS ativou o seu Plano de Contingência no último dia 5, acionando, também, os alertas para respostas em níveis regionais e locais.
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