INDIGNADA: Ele é promovido, eu tive que pedir demissão”, diz ex-soldado da PM assediada

As denúncias continuam sendo investigadas pela Corregedoria da Polícia Militar

INDIGNADA: Ele é promovido, eu tive que pedir demissão”, diz ex-soldado da PM assediada

Foto: Divulgação

A ex-soldado Jéssica Paulo do Nascimento, de 29 anos, ficou indignada ao saber sobre a promoção e aposentadoria do coronel Cássio Novaes, denunciado por assédio sexual e ameaças de morte contra ela, quando ainda atuava na Polícia Militar de São Paulo. As denúncias continuam sendo investigadas pela Corregedoria da Polícia Militar. 
 
 
A publicação da promoção de patente e da aposentadoria do coronel estão no Diário Oficial do Estado deste sábado (17). “O sentimento é de repulsa e impunidade. Decepção mesmo. Só fortalece essas pessoas que cometem abuso e assédio a continuarem, porque percebem que sempre saem na vantagem”, comenta.
 
 
Na Polícia Militar, é praxe que, ao se aposentar, o policial seja promovido ao posto superior. A publicação dos dois atos é sempre feita na mesma edição do Diário Oficial, assim como aconteceu no caso de Cássio Novaes. Ela foi exonerada da Polícia Militar no fim de maio, quando decidiu deixar a corporação. Segundo Jéssica, a decisão foi tomada porque ela se sentia pressionada após a repercussão do caso.
 
Entre os episódios que classifica como perseguição está o desarmamento dela; escalas de trabalho na rua à noite, mesmo denunciando ameaças de morte; negativa para pedidos de transferência e chantagem com as férias ao qual ela teria direito. 
 
“Ele saiu com o status de coronel e eu saí demitida, forçada a pedir demissão. Sendo assediada e perseguida, saí na pior. Só tomei prejuízo”, desabafa a ex-soldado.
 
 
Entenda
 
O policial militar Cássio Novaes, denunciado por assédio sexual e ameaças de morte, em abril deste ano, pela ex-soldado Jéssica Paulo do Nascimento, de 29 anos, foi promovido a coronel e aposentado da corporação. Ele cumpria licença remunerada desde quando as denúncias foram protocoladas na Corregedoria da PM. As denúncias continuam sendo investigadas. 
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