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COVID-19: Estudo mostra durabilidade de anticorpos contra coronavírus

Novas pesquisas serão realizadas para entender melhor o poder e a extensão dessa imunidade natural

CORREIO BRAZILIENSE

24 de Outubro de 2020 às 10:11

Atualizada em : 24 de Outubro de 2020 às 11:32

Foto: Divulgação

Os cientistas americanos acompanharam um grupo de 6 mil pessoas com a enfermidade, testadas, periodicamente, por meio de um exame de sangue extremamente apurado. A técnica utiliza um método que busca por células de defesa de dois tipos (S1 e S2), que se ligam a duas partes diferentes do patógeno durante a sua neutralização. “A maioria dos testes de anticorpos busca só um tipo. Isso faz com que as análises sejam mais superficiais, pode ser esse o motivo de estudos anteriores terem mostrado que a imunidade ao vírus era menor”, detalharam os cientistas.
 
 
 
Para os pesquisadores, os dados verificados entram em concordância com o que já se sabe sobre outros tipos de coronavírus. “Vimos que as pessoas que foram infectadas com o Sars, que é o mais semelhante ao Sars-CoV-2, ainda apresentam imunidade 17 anos após a infecção. Se o Sars-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos. Seria improvável um tempo muito mais curto”, ressaltou Bhattacharya.
 
 
O grande poder das máscaras
 
 
Um estudo publicado na última edição da revista britânica Nature Medicine mostra que mais de meio milhão de vidas podem ser perdidas para a covid-19 até 28 de fevereiro de 2021, nos Estados Unidos, se medidas de prevenção e contenção da enfermidade forem abandonadas. O trabalho também estima que o uso de máscara por toda a população, sozinho, pode evitar que cerca de 130 mil dessas mortes ocorram.
 
 
“Ainda não há vacina aprovada contra a covid-19 e existem poucas opções farmacêuticas para o tratamento dessa enfermidade nos Estados Unidos. Portanto, intervenções não farmacêuticas — como o uso de máscaras, distanciamento social, aumento de testes e isolamento de pessoas infectadas — são as únicas ferramentas disponíveis para reduzir a transmissão”, destacaram os autores do estudo, liderado por Christopher Murray, pesquisador da Universidade de Washington, nos EUA.
 
 
No trabalho, os cientistas utilizaram modelos matemáticos para analisar cenários diferentes da pandemia da covid-19, no período de 22 de setembro deste ano a 28 de fevereiro de 2021, que incluíam ou não o uso de medidas de contenção da enfermidade, como: testagem, distanciamento social e uso de máscaras. Em todos os cenários, o estudo prevê que o país deve enfrentar um desafio contínuo diante da covid-19 durante o inverno, principalmente, em estados populosos, como Califórnia, Texas e Flórida.
 
 
Os pesquisadores também observaram que a máscara — uma intervenção relativamente acessível e de baixo impacto — pode ter um papel de protagonismo e salvar muitas vidas. Os especialistas estimam que, se 95% da população em cada estado sempre usarem a proteção em locais públicos, 129.574 de óbitos podem ser evitados até o fim de fevereiro do próximo ano — ou 95.814 em um cenário de menor adesão.
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