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MEDIDAS: Com servidores em home office, governo corta gastos com imóveis

Servidores vão para o home office e governo aproveita para cortar custos com imóveis que abrigam setores de ministérios e autarquias

CORREIO BRAZILIENSE

04 de Agosto de 2020 às 09:54

Foto: Divulgação

 

CORREIO BRAZILIENSE - Com um número cada vez maior de servidores em home office, o governo federal decidiu racionalizar o uso dos imóveis da administração pública. Para evitar que os prédios sejam subutilizados e gerem custos desnecessários para a União, há planos de se fazer permuta de imóveis e de unir dois órgãos em um mesmo endereço, criando áreas comuns de trabalho. Segundo cálculos do Ministério da Economia, as medidas devem gerar uma economia de R$ 1,3 bilhão nos próximos três anos.
 
Secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, Fernando Bispo explicou que diversos imóveis que são alugados, e custam caro para a União, estão sem uso ou são mal ocupados pela administração pública, enquanto outros órgãos precisam de mais espaço para aperfeiçoar suas atividades. A necessidade de rearrumação tornou-se ainda mais evidente na pandemia, quando milhares de servidores adotaram o teletrabalho. Por isso, a ideia do governo é equilibrar essas demandas ao novo modo de trabalho imposto pela Covid-19 por meio de um “programa de gestão de ocupação otimizada e compartilhada dos imóveis”.
 
Para isso, o governo vai elaborar um plano de racionalização do espaço, com base em informações prestadas pelos próprios ocupantes dos imóveis. A Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital e a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia publicaram, ontem, uma portaria pedindo que os órgãos da administração pública federal prestem informações sobre os imóveis que ocupam, como a área útil, o uso do espaço e a quantidade de servidores alocados por metro quadrado. As informações devem ser apresentadas até 10 de setembro, para os imóveis no Distrito Federal, e até 10 de dezembro, para os no restante do país. “Depois disso, seguiremos com os atos que podem promover eficiência e redução de custos”, garantiu Bispo.
 
Nessa segunda etapa, o governo pode propor que alguns órgãos troquem o aluguel pela permuta de outros imóveis –– como o Ipea e o Iphan estão fazendo em Brasília –– ou passem a dividir um mesmo edifício. “Mas a premissa é sempre disponibilizar para o servidor um bom ambiente de trabalho”, explicou Bispo. Ele assegurou que quem aderir ao teletrabalho, permanentemente, também terá espaço para quando precisar ir à repartição, que pode ser em ambientes coletivos, como os de coworkings.
 
O governo pretende desocupar e entregar imóveis que, hoje, são mal ocupados, reduzindo a despesa com aluguel. “O aluguel custa R$ 850 mil por ano, dos quais R$ 350 mil são só no Distrito Federal. A ocupação otimizada representa uma redução na despesa e também nos gastos de outros itens do custeio administrativo, como energia, água, limpeza, vigilância, manutenção e telecomunicações. Por isso, a economia pode chegar a R$ 1,3 bilhão em três anos”, acrescentou o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert.
 
O governo pode até conseguir colocar mais alguns imóveis da União à venda. Atualmente são 100 em processo de alienação cuja previsão de arrecadação é de R$ 100 milhões.
 
Highline não fecha compra da Oi móvel
 
Terminou ontem o prazo de exclusividade da Highline, controlada pela norte-americana Digital Colony, para negociar a compra da operação móvel da Oi, em recuperação judicial e com os ativos à venda. O surgimento da Highline na disputa obrigou as principais concorrentes, Claro, Tim e Vivo, que já tinham feito uma oferta, a aumentarem o lance pela Oi, para R$ 16,5 bilhões. As três querem fatiar as operações de telefonia móvel da Oi, hoje com 34 milhões de clientes. A disputa da operadora por uma quarta empresa é vista como positiva pelo mercado.
 
 
Direito ao esquecimento

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