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CORRIDA: Polícia prende motorista de aplicativo acusado de estuprar jovem

A estudante nega que tenha seduzido o motorista

ISTO É

03 de Março de 2020 às 14:44

Foto: Divulgação

O motorista de aplicativo Luiz Pereira Chaves foi preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (3). Ele é acusado de estuprar uma jovem durante uma corrida na cidade de São Paulo.

 

Imagens de uma câmara de segurança registraram o momento em que o homem estaciona o carro, sai do veículo e entra novamente pela parte de trás onde estava a vítima. As informações são do SP1, da TV Globo.

 

De acordo com a vítima, ela estava em uma festa de carnaval com amigos em uma casa noturna em Pinheiros, quando resolveu voltar para casa. A corrida ocorreu na última quarta-feira (19), por volta das 4h.

 

Segundo a passageira, o percurso até o destino final dura cerca de trinta minutos, mas o aplicativo indica que a viagem só terminou depois de mais de cinco horas. Após a corrida, a jovem diz que, quando acordou, sentia dores na região genital. O suspeito prestou depoimento na noite de domingo (1º) e alegou que não houve estupro e que a passageira o seduziu.

 

Para o delegado que cuida do caso, Roberto Monteiro, o depoimento do motorista agrava a situação dele. “Ele disse que foi chamado para a corrida pelo aplicativo, que a estudante entrou no táxi perfeitamente sóbria e que ela começou a se insinuar para ele e ele não resistiu. Agrava a situação dele porque é um estupro de pessoa vulnerável pela embriaguez”, afirmou o delegado ao jornal SP1, da TV Globo.

 

A estudante nega que tenha seduzido o motorista. “Qualquer coisa que eu tenha feito, falado, como eu não lembro, isso não é nenhum tipo de abertura para ele fazer qualquer tipo de assédio, qualquer coisa que ele tenha feito. Afinal, ele estava sóbrio, ele só tinha que cumprir o trabalho dele, que é me levar em casa. O que quer que eu tenha falado ele poderia ter denunciado pela 99. Mas com certeza eu não fiz nada”, afirmou ela em entrevista.

 

A estudante fez exames para comprovar a violência sexual. O laudo deve ficar pronto em 30 dias.

 

Em nota, a 99 lamentou o caso e reiterou que repudia veementemente esse tipo de violência. “Assim que tomamos conhecimento, banimos o motorista e mobilizamos uma equipe que está em contato com a passageira para oferecer todo o acolhimento e suporte necessários. Estamos disponíveis para colaborar com as investigações da polícia.”

 

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