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AGRESSÃO: Médico é acusado de espancar ex-mulher de juiz

O suspeito é namorado da vítima; esta não é a primeira vez que uma namorada o denuncia por agressão

O livre

15 de Fevereiro de 2019 às 14:25

Foto: Divulgação

Um médico de 30 anos foi acusado na madrugada desta sexta-feira (15) de espancar a namorada, de 39 anos, na casa dele, no Bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. A vítima é ex-mulher de um juiz da Vara de Violência Doméstica, que também foi ameaçado de morte caso a ex contasse a ele sobre a agressão.

 

Em 2017, o mesmo médico já havia sido denunciado por outra namorada, uma professora de educação física, à época com 35 anos, também por agressão e ameaça. Nesse caso, além das agressões e xingamentos, ele também teria tentado forçar a vítima a retirar a queixa contra ele, ameaçando divulgar um vídeo íntimo caso ela mantivesse a denúncia e se separasse dele.

 

Desta vez, a vítima, de 39 anos, disse à polícia que estava na casa do namorado quando, por volta das 22h00 dessa quinta-feira (14), os dois iniciaram uma discussão e ele ficou alterado e passou a xingá-la. Conforme o boletim de ocorrência, em seguida o médico teria agredido a namorada com vários socos na cabeça, na boca, puxões de cabelo, tapas, puxões na orelha e, por fim, a jogado na cama, mandando que ela calasse a boca.

 

Em desespero, a vítima conseguiu correr para a cozinha e a mãe do namorado abriu a porta para que ela saísse – acompanhando-a até a casa de um vizinho da frente. Também com medo do filho, a mãe ligou para outro filho e pediu que ele a buscasse.

 

A vítima então ligou para seu ex-marido, que é juiz da Vara de Violência Doméstica. Ele a orientou a registrar um boletim de ocorrência e a pedir uma medida protetiva, o que ela fez.

 

Conforme o boletim de ocorrência, o médico ainda teria ameaçado cortar a filha da namorada em “mil pedaços” e dito que se ela contasse ao ex-marido sobre as agressões iria matar o juiz e ela também.

 

O suspeito ainda teria, sempre segundo a vítima, ligado para uma amiga dela, a xingado, ameaçado e dito que iria atrás dela e processá-la por ter dito que ele era usuário de drogas e teria sido expulso de um cargo na prefeitura.

 

O caso foi registrado como ameaça, lesão corporal, injúria e injúria real e será investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Até o registro da ocorrência o médico não havia sido preso, nem convidado a depor.

 

 

Outros casos

 

Em 2016, o mesmo médico foi denunciado por uma ex namorada, á época com 25 anos, que dizia ter vivido um relacionamento com ele por quase um ano e terminado, “por traição”. Porém, conforme o boletim de ocorrência registrado pela ex, ele começou a ir atrás dela, pedindo que ela reatasse o relacionamento e, com a negativa, passou a ameaçar a vítima que iria pedir a exoneração dela no trabalho, chegando a ir até o local tentando reatar o namoro e pegando senhas da ex para vigiá-la.

 

Em 2017, outra namorada, na época com 35 anos, registrou um boletim de ocorrência contra o médico, dizendo que ele sempre apresentou um “comportamento possessivo” e chegou ao ponto de agredi-la com um tapa no rosto, um soco na nuca e quebrar o celular dela. Ele ainda teria a xingado e dito que ela nunca iria conseguir alguém, porque não prestava.

 

A vítima ainda relatou que fez um vídeo íntimo com o médico e vinha sendo ameaçada que, se separasse dele, ele iria jogar o vídeo na internet, dizendo que iria “inclusive fazer alterações no vídeo para parecer que tinha outras pessoas junto”, consta no boletim de ocorrência.

 

Ela conseguiu medidas protetivas contra ele, mas registrou outros dois boletins (um em 2017 e outro em 2018), relatando que ele estaria descumprindo a ordem judicial.

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