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BONS RESULTADOS: Produtores de inhame em RO encerram colheita e comemoram

Assistência técnica contribui para a satisfação dos produtores e aumento na produtividade das lavouras

EMATER/RO

26 de Junho de 2020 às 14:35

Atualizada em : 26 de Junho de 2020 às 14:36

Foto: Divulgação

 

O mês de junho tradicionalmente é o mês de encerramento da colheita do inhame em Rondônia, mas em 2020 foi especial porque o clima facilitou o desenvolvimento da cultura e os preços ajudaram a completar o cenário com um aumento do valor pago ao produtor de quase 40% em relação ao ano passado, O quilo do inhame São Tomé de primeira que no ano passado foi vendido oitenta centavos de real este ano alcançou o preços de até R$1,20. Para a Associação dos Agricultores Familiares e Produtores de Inhame de Alvorada do Oeste, (AAFEPIA), “apesar da pandemia a safra deste ano foi um sucesso para os inhameiros da BR-429”, diz Jose Branco presidente da AAFEPIA.
 
Os extensionistas da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), acompanham a produção de inhame na região do vale do Guaporé desde a década de noventa, quando a espécie começou a ser cultivada comercialmente no município de São Francisco do Guaporé, e de lá pra cá a cultura tem experimentado um excelente desenvolvimento tecnológico com a consequente resposta produtiva, hoje alcançando produtividades acima de 25 toneladas por hectare, diz o engenheiro agrônomo Flávio Gonçalves Gomes supervisor técnico da Emater-RO para a região do Vale do Guaporé, que inclui todos os municípios da BR-429.
 
Existem diversas espécies conhecidas como inhame ou cará com diferenças claras entre elas mas com uma coisa em comum todas são muito ricas em potássio e energia, razão pela qual o inhame é muito procurado por praticantes de exercícios físicos de alta intensidade, o potássio diminui o aparecimento de câimbras nos praticantes de esportes de alto rendimento e amadores. Em Rondônia duas espécies são predominantes nos cultivos comerciais, o Inhame São Tomé e o Cará da Costa, na verdade ambos são tipos de Cará.
 
Os inhames são espécies tuberosas, ou seja, que as partes produtivas comercialmente são o que a maioria das pessoas chamaria de raízes, e têm um ciclo cultural que varia de 180 a 210 dias. Em Rondônia em virtude da boa oferta de água das chuvas, dispensa irrigação, mas exige um bom preparo do solo com calagem e adubação, além de boa estrutura física do solos, bem drenados e descompactados que facilitem o desenvolvimento dos tubérculos ou raízes.
O mercado é garantido, todo ano chegam a Rondônia compradores de estados do nordeste, sudeste e centro oeste, compram tanto o cará da costa quanto o são tomé, mas segundo explicou um deles os mercados paulista e goiano querem os tubérculos pequenos enquanto que no nordeste a preferência é pelos tubérculos maiores, preferências atendidas pelos produtores com prazer por que desta forma fica reduzida a parcela tida como refugo.
 
O Estado de Rondônia através da Secretária de Estado da Agricultura (Seagri) e da Emater-RO sempre estiveram presentes nas diferentes etapas do desenvolvimento da cultura, tanto fazendo a divulgação para expansão dos cultivos quanto na introdução de novas tecnologias de produção, na conversa com os produtores eles costumam destacar a mecanização das lavouras, facilitada com ações do fomento oferecido pela Seagri, que disponibilizou tratores e implementos para facilitar preparo do solo e colheita principalmente, diz o agricultor zé Branco.
 
 
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