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LENHA NA FOGUEIRA: Dragagem do Rio Madeira

COLUNA

16 de Agosto de 2017 às 11:21

O IPÊ tá roxinho de saber, que a dragagem do Rio Madeira é mais que novela. É realmente o que se pode classificar de “palhaçada”.

Ha quantos anos estão anunciando o início dos serviços, que vai deixar por algum tempo, o leito do Rio Madeira navegável? Já até perdi as contas. Todo ano é a mesma ladainha quando chega o período da estiagem, que chamamos de verão amazônico.

Enquanto o “MADEIRÃO” tá transbordando, ninguém quer saber, que a cheia, também é provocada pelo seu assoreamento. Quando chega o verão, que o rio seca, aparecem os bancos de areia e o leito fica com a navegação quase que impraticável aí todo mundo chia.

O “Prático” Comandante que pega no Timão (Leme) do barco, nesse período, tem que saber muito sobre o Rio Madeira, se não, encalha a embarcação num BANCO de areia. A travessia pro Acre é Café pequeno quando sabemos que ali praticamente não se corre risco nenhum da embarcação adernar.

Já, numa viagem de Porto Velho a Humaitá ou outra localidade do Baixo Madeira, passageiros e tripulantes ficam a merce de a qualquer momento, verem o BARCO adernar e muitas vezes só não afundando porque o rio está seco.

A falta de canal navegável no Rio Madeira afeta diretamente a economia dos estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima, pois o ASSOREAMENTO afeta o curso d´água pelo acúmulo de sedimentos, o que resulta no excesso de material sobre o seu leito o que dificulta a navegabilidade.

Aí os responsáveis pela dragagem do Madeira acham de brincar com a cara do povo. Não falo do governo, porque se quisessem, o problema já teria sido resolvido. É uma questão de responsabilidade política administrativa. É falta de pulso.

Assim como os poderosos das hidrovias, não querem que a BR 319 volte a ser trafegável em sua plenitude, não querem também que pontes sejam construídas em substituição as suas balsas.

Aí pergunta-se! Por que será que a dragagem do Rio Madeira vem sendo adiada constantemente. Que história é essa, de uma empresa vencer a CONCORRENCIA passar os direitos para outra empresa e essa outra não ter equipamento, para promover a dragagem do Rio e o que é mais pitoresco, ALUGA DRAGAS dos garimpeiros, que também são grandes responsáveis pelo assoreamento do leito do Rio.

Parece até jogo de carta marcada. É necessário que nossos governantes obriguem as empresas vencedoras das licitações, a cumprirem a risca o que foi publicado no Edital de Chamamento Público.

O interessante, é que parece, que só o estado de Rondônia será beneficiado com a dragagem do Rio Madeira, ou você já viu o governo do estado do Acre ou do Amazonas publicar alguma nota cobrando a dragagem do Madeirão?

É por aí, hoje em dia nem mesmo as praias (bancos de areia), que surgem durante o período de estiagem, servem para a população de Porto Velho se divertir, pois estão todas poluídas, e contaminadas pelo mercúrio derramado pelos Garimpeiros do Ouro do Madeira.

Quem sabe meus netos, conseguiam ver o rio Madeira com o leito totalmente navegável. Com a Ponte do Abunã ligando Rondônia ao Acre. Por que eu mesmo, nessas alturas dos meus mais de setenta anos de vida, tenho quase certeza que não verei.

A dragagem do Rio Madeira é como o cultivador de Tâmaras. Planta mais não consegue viver para consumir seus frutos.

A geração atual, testemunhou a montagem do Projeto de DRAGAGEM DO RIO MADEIRA, mas, dificilmente verá o leito do rio navegável em todas as estações.

Só nos resta ficar torcendo, para nos dias do Festival de Praia de Fortaleza do Abunã, o Rio dar calado, para a balsa transportar pelo menos, os “turistas” da prefeitura de Porto Velho!

 

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