Mamãe, falei merda! - Por Valdemir Caldas

Acredito que o deputado boca suja não tem a noção exata do grau de responsabilidade que deve nortear a postura de todo homem público.  Caso contrário, não teria dito, em hipótese alguma, aquelas asneiras sobre mulheres ucranianas, evidenciando, assim, seu machismo e cabal desprezo pelo sexo feminino. 
 
 
Há, por parte dos que estão no exercício de um mandato popular ou posto de mando, um compromisso de respeito à dimensão pública e isso, entre outras atitudes, exige a vigilância para não somente evitar a particularização de bens públicos, como também controlar a língua para não correr o risco de dizer asneiras.
                           
 
É deplorável, sob todos os aspectos, que a população brasileira ainda tenha que ouvir declarações de deboche e completo desrespeito por parte de um deputado estadual diante de uma situação tão difícil como a que vem enfrentando os ucranianos, varridos por uma guerra, onde mulheres vêm sendo estupradas por soldados russos.
 
 
Chega a ser difícil encontrar substantivos para qualificar tamanho destempero. Esse deputado “mamãe falei merda” precisa ser punido, de maneira rigorosa, até para que sirva de exemplo aos que, eventualmente, tentarem enveredar por esse caminho sórdido.
 
 
O que se ouviu foi um homem público, que não perde essa condição pelo simples fato de estar fora do parlamento, posicionar-se de maneira desrespeitosa e deselegante sobre mulheres de uma Nação que vive os horrores de uma guerra e, por isso mesmo, muitas delas tornaram-se presas fáceis por parte daqueles que deveriam oferecer-lhes proteção, e não pretender transformá-las em objeto de desejo.  
Direito ao esquecimento

Em qual desses quatro pré-candidatos você votaria se as eleições fossem hoje?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

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