Servidores e sindicatos, uni-vos!

Vem aí mais uma arapuca para tentar solapar garantias e direitos conquistados com muito sacrifício pelo funcionalismo, como a estabilidade da categoria, instrumento criado para protegê-la de eventuais ingerências e perseguições.
 
A proposta, batizada com o nome de reforma administrativa - é muito menos que uma reforma e muito mais que um documento destinado a enfrentar as graves questões que asfixiam a máquina burocrática nos três níveis de poder -, encontra-se em tramitação no Senado. 
 
Antes mesmo de o projeto do governo chegar àquela Casa, parlamentares e representantes dos servidores já apontavam as inconveniências dele.
 
Mesmo assim, o governo insiste no discurso de que as medidas deixariam a máquina oficial mais enxuta e, consequentemente, mais eficiente, hipótese essa na qual só mesmo meia dúzia de burocratas e um sem-número de políticos fisiológicos acreditam.
 
Na prática, porém, essa gente não quer reformar coisa nenhuma. A ideia é sepultar de uma vez por todas a estabilidade do servidor, colocando-o à mercê do temperamento de qualquer apaniguado político mentido a besta, geralmente nomeado para o serviço público sem a menor qualificação ou conhecimento profissional exigidos para o exercício da função, mas porque se acostumou a misturar respeito com veneração. 
 
Se o projeto for aprovado como quer o governo, qualquer atitude aparentemente inofensiva praticada pelo servidor poderá ser considerada suficientemente greve a ponto de redundar na abertura de processo disciplinar e, consequentemente, na perda do cargo, porque é exatamente essa a intenção de muitos que nos governam, ou seja, privilegiar uns poucos em detrimento da maioria, consideradapeça descartável dentro da máquina burocrática.
 
É hora, portanto, de servidores e sindicatos unirem suas forças para brecar mais esse ultraje que se deseja cometer contra a grande maioria dos servidores públicos.
Direito ao esquecimento

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