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Campanha eleitoral não empolga eleitor - Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

19 de Outubro de 2020 às 17:20

Em novembro próximo, o eleitor de Porto Velho terá um encontro marcado com as urnas. Vamos escolher prefeito e vinte e um vereadores. A campanha, porém, até agora, não conseguiu empolgar a maioria do eleitorado, que se mantem apático diante de tantas noticias desagradáveis envolvendo políticos e autoridades públicas, aqui e alhures. Somem-se a isso as promessas exageradas feitas por alguns candidatos nos programas eleitorais.
 
Observadores políticos garantem que a polarização ocorrerá, mais ou menos, nos últimos quinze dias de propaganda nos meios de comunicação – rádio e televisão. É uma pena. É pouco tempo. Mas, como estamos no Brasil, tudo é feito em cima da hora. O problema é que muitos eleitores vão votar sem conhecimento de causa. Aí, depois da tragédia, vem o arrependimento, quando, então, será tarde demais. 
 
Tem muita gente que passa horas na frente da televisão assistindo a novelas e programas de auditório. Tudo bem. Afinal, ninguém é de ferro. Contudo, o que se não pode é negligenciar algo tão importante quanto à escolha dos homens e das mulheres que vão comandar os destinos do nosso município. Assistir pelo menos uma das inserções da propaganda eleitoral diária, já seria um começo. Assim, já é possível identificar quem promete o que não pode cumprir; quem possui propostas factíveis, quem apenas ataca os adversários; quem já esteve lá, no Poder, e não fez absolutamente nada, exceto desfrutar das mordomias que o cargo oferece; igualmente quem nada tem a dizer.
 
Lamentavelmente, esse último grupo constitui a maioria. Mas é um erro mudar de canal ou desligar a televisão, pois até os comportamentos desviantes podem nos ajudar a decidir melhor. Eu, por exemplo, prefiro o candidato que fala das suas ideias para resolver os problemas da cidade – saneamento básico, abastecimento de água, transporte coletivo, coleta de lixo, dentre outras propostas palatáveis. Agir diferente, porém, seria uma rematada burrice. E, por incrível que pareça, é exatamente isso o que alguns deles desejam. Quanto menos prestarmos atenção, mais os seus projetos tendem a criar asas. É preciso tomar cuidado! Caso contrário, continuaremos servindo de brinquedos nas mãos de muitos espertalhões.
Direito ao esquecimento

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