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Quebrando o silêncio - Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

10 de Agosto de 2020 às 16:09

Pelo andar da carruagem, tudo indica que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), não vai disputar a reeleição. A experiência de administrar uma cidade com tantos problemas não deve ter sido nada agradável para ele. O prefeito pode até ter-se esforçado, dado o seu máximo, mas, em alguns setores da atividade municipal, não conseguiu ir além do campo das boas intenções. Assim como aconteceu com seu antecessor, o transporte coletivo foi seu calcanhar de Aquiles, mas há outras pedras deixadas ao longo do caminho.

Ao contrário do que pensam alguns, não creio que o prefeito desistirá da disputa simplesmente porque não concorda com a ideia de reeleição. Inteligente, doutor Hildon já sentiu o cheiro de derrota no ar. A essa altura do campeonato, reeleição seria um tiro no próprio pé, principalmente para quem anda com a popularidade em queda, como revelam as mais recentes aferições. Fosse outro o cenário politico, ele certamente já teria quebrado o silêncio, manifestando, assim, seu interesse em disputar um segundo mandato.

Com a provável desistência de Hildon, ganham corpo às pré-candidaturas do advogado Vinicius Miguel, do deputado federal Léo Moraes, da vereadora Cristiane Lopes, do ex-deputado estadual José Hermínio Coelho, do ex-secretário municipal da Agricultura de Porto Velho, Leonel Bertolin, e do desembargador aposentado Walter Waltenberg, porém, até a extinção do prazo estabelecido pela legislação eleitoral para a realização das convenções partidárias, muita água ainda vai correr debaixo da ponte.

O surgimento desses e de outros nomes nos mais diversos segmentos políticos da capital, inicia, assim, a definição do quadro de postulantes ao palácio Tancredo Neves diante do qual o eleitor terá de optar no pleito que se aproxima, não apenas pensando em termos pessoais e imediatos, mas na melhoria geral da situação em que se acha o município de Porto Velho, também ele vitimado pela crise que assola o país.

É preciso traçar um diagnóstico correto e formular uma terapêutica adequada para o momento que atravessamos. Muitos, desde já, estão por ai entoando o hino da moralização e da probidade, mas, por falta de sinceridade e das qualidades requeridas o fazem falsamente, sem inspiração e, o que é pior, sem nenhum resquício de sentimento e respeito pela cidade de Porto Velho. Precisamos reformular estruturas e alicerces. Isso, porém, não se consegue demagogicamente tampouco de maneira irracional e irresponsável, mas respeitando um juízo de valores éticos e sociais.

Direito ao esquecimento

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