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O dinheiro, a saúde e a pandemia - Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

Por Valdemir Caldas

11 de Maio de 2020 às 09:30

Atualizada em : 11 de Maio de 2020 às 16:29

Foto: Divulgação

É de conhecimento público que o Congresso Nacional aprovou uma ajuda financeira de R$ 60 bilhões de reais para Estados, Município e o Distrito Federal, investirem em ações para combater à Covid-19. Antes de o Congresso autorizar abertura do cofre da União, porém, o Ministro da Fazenda, Paulo Guedes, deixou claro que o dinheiro tem uma finalidade especifica, ou seja, investir em saúde e no combate à pandemia.

 

Não foi por acaso a advertência de Guedes. Ela tinha endereço certo. O ministro falou com autoridade e a experiência de quem conhece muito bem os meandros da politica nacional e seus personagens. Ele se dirigiu diretamente aquele tipo de politico e administrador público que não resiste à tentação de pagar cem e receber cinquenta, ou, então, desviar os recursos de suas finalidades, como evidenciam as denúncias, recentes ou não, devidamente investigadas pelos órgãos de controle e fiscalização.

 

E o pior é que, quando os Tribunais de Contas e a Policia Federal resolvem mergulhar de cabeça no pântano, geralmente são acusados de tentar atrapalhar o curso natural do processo administrativo. Nada mais absurdo, pois, se há fortes indícios de que o dinheiro público, ou seja, da população, vem sendo utilizado de maneira irresponsável, cabem às instituições competentes tomar um posicionamento que demonstrem a determinação em esclarecer o assunto, oferecendo, assim, a segurança efetiva para que o dinheiro do contribuinte possa ser usado com transparência e correção.

 

É importante também que a sociedade se engaje no processo e procure saber onde e de que maneira vêm sendo aplicados os milhões de reais destinados pela União para combater a pandemia, até porque isso é uma exigência ética, moral, legitima e legal. Afinal, é do bolso de cada brasileiro, por meio do pagamento de impostos, taxas e contribuições, que sai os recursos que abastecem os cofres públicos, que têm critérios de utilização e precisam ser monitorados pelos Tribunais de Contas.

Direito ao esquecimento

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